quarta-feira, 26 agosto 2026
GOLPE DO CARTÃO

Idoso perde R$ 1,5 mil em golpe de falsos entregadores em Americana

Suspeitos fizeram duas cobranças no cartão e tentaram uma terceira, de R$ 2 mil.
Por
Nicoly Maia
O caso foi registrado na Polícia Civil após o idoso identificar as cobranças indevidas. Foto: Agência Brasil

Um idoso de 73 anos perdeu R$ 1,5 mil após cair em um golpe aplicado por um homem e uma mulher que se passaram por entregadores de produtos vendidos pela internet. O caso ocorreu no sábado (22), em um estabelecimento comercial no bairro Vila Margarida, em Americana. O boletim de ocorrência foi registrado na manhã de terça-feira (25).

Segundo o relato da vítima, o casal chegou ao local e informou que havia sobrado uma furadeira, cuja entrega teria sido cancelada. Os suspeitos ofereceram o produto ao idoso por R$ 60, e ele demonstrou interesse na compra.

Inicialmente, a vítima sugeriu pagar em dinheiro, mas os supostos entregadores recusaram e insistiram que o pagamento fosse feito com cartão.

Durante a transação, o idoso inseriu o cartão na máquina de pagamento. Sem perceber o valor digitado pelos suspeitos, autorizou uma operação de R$ 500 no crédito.

Suspeitos tentaram realizar terceira cobrança
Após a primeira operação, o casal afirmou que o pagamento não havia sido concluído por uma suposta falha no sinal de internet e pediu que o procedimento fosse repetido em outra máquina.

A vítima fez uma segunda transação, desta vez no valor de R$ 1 mil, também na função crédito. Em seguida, os suspeitos tentaram realizar uma terceira cobrança, de R$ 2 mil, mas a operação foi recusada.

Ao consultar o extrato bancário, o idoso percebeu que as duas transações anteriores haviam sido efetivadas. A cobrança de R$ 500 foi registrada em nome de uma mulher, enquanto a de R$ 1 mil foi direcionada a outro terceiro. 

De acordo com a vítima, os envolvidos estavam em um veículo preto, mas não foi possível identificar o modelo nem a placa.

Assim que percebeu o golpe, o idoso entrou em contato com o banco. Segundo ele, a instituição informou que os valores foram bloqueados e que seria necessário aguardar até dez dias para a análise e possível estorno.

O caso foi registrado na Polícia Civil, que deve investigar e tentar identificar os suspeitos.

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