terça-feira, 14 julho 2026
EXPLORAÇÃO SEXUAL

Justiça mantém prisão preventiva de mulher suspeita de vender fotos e vídeos íntimos da filha de 13 anos em Americana

Justiça manteve prisão preventiva após audiência de custódia; investigação apura envio de imagens da adolescente em troca de dinheiro
Por
Cristiani Azanha

A mulher de 48 anos presa sob acusação de submeter a própria filha, de 13 anos, à exploração sexual permaneceu detida após passar por audiência de custódia nesta terça-feira. A Justiça manteve a prisão preventiva decretada na segunda-feira, quando a suspeita foi detida pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Americana.

A investigação aponta que a mãe agenciava o envio de conteúdos pornográficos da adolescente para um idoso de 64 anos, que já está preso. Em troca das fotos e dos vídeos, segundo a Polícia Civil, o homem realizava pagamentos em dinheiro e transferências bancárias recorrentes para a conta da investigada.

Os valores, de acordo com a apuração, eram destinados a financiar a produção de novas imagens pelo celular. O caso faz parte da terceira fase de uma operação policial que investiga a exploração sexual de adolescentes.

Denúncia partiu de escola
As investigações começaram após uma escola identificar o vazamento de um vídeo íntimo de uma das vítimas. A unidade acionou o Conselho Tutelar, que encaminhou a denúncia à DDM de Americana.

Na primeira fase da operação, realizada em maio, a Polícia Civil prendeu o idoso e outra mulher, de 46 anos. Ela também é investigada por vender imagens da própria filha para o mesmo homem.

Investigação foi conduzida pelo delegado Edson Antonio dos Santos. Foto: José Eduardo Milani/TV TODODIA

Celulares foram apreendidos
Durante a operação realizada na segunda-feira, policiais civis apreenderam celulares e dispositivos eletrônicos na residência da suspeita. Os materiais serão periciados para verificar se outras adolescentes foram vítimas e para comprovar a continuidade dos crimes.

As duas adolescentes envolvidas nos núcleos investigados foram retiradas do convívio das mães e estão sob os cuidados de outros familiares. Elas recebem suporte psicológico e social do Conselho Tutelar.

A Polícia Civil continua as investigações para concluir os inquéritos e apurar a eventual participação de outras pessoas no esquema.

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