Uma denúncia anônima sobre possível crime ambiental em andamento em um estabelecimento comercial de Sumaré levou a Polícia Militar Ambiental a encontrar uma situação diferente da informada: uma contravenção penal por jogo de azar. O caso ocorreu na tarde do dia 9, em um bar na Região do Matão, e foi divulgado posteriormente. O endereço exato do local não foi informado.
Ao chegar ao estabelecimento, a equipe especializada realizou fiscalização e não encontrou nenhuma das irregularidades ambientais citadas na denúncia.

Sem crime ambiental, mas com caça-níquel
Segundo os policiais, durante a vistoria não foram constatadas infrações contra a fauna, flora ou qualquer tipo de poluição — sonora, atmosférica ou de outra natureza — relacionadas à área de atuação da Polícia Militar Ambiental.
No interior do bar, porém, os agentes localizaram quatro máquinas eletrônicas do tipo “caça-níquel”, todas ligadas e em funcionamento. A exploração dos equipamentos configura contravenção penal prevista na Lei das Contravenções Penais, que proíbe jogos de azar em locais públicos ou acessíveis ao público, ainda que sem cobrança de entrada. A pena prevista é de prisão de três meses a um ano, além de multa.

Apreensão e perícia
Diante da situação, a equipe ambiental acionou o 4º Distrito Policial de Sumaré. A Polícia Civil requisitou perícia no estabelecimento e nas máquinas, realizada pela Polícia Técnico-Científica.
Investigadores da Polícia Civil estiveram no local e apreenderam os equipamentos eletrônicos. O responsável pelo bar foi encaminhado à delegacia junto com as máquinas, ouvido pelo delegado e liberado em seguida.
O caso segue sob investigação pela Polícia Civil e poderá resultar no indiciamento do responsável pelo estabelecimento.





