
A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre o assassinato do empresário Ricardo Amaral Silva, de 36 anos, executado com nove tiros dentro da própria empresa, em Nova Odessa, no dia 28 de fevereiro. As investigações resultaram na prisão do genro do apontado mandante do crime, além de outros suspeitos de participação no homicídio.
De acordo com a investigação, Ricardo foi morto dentro da empresa localizada na Avenida Antônio Rodrigues Azenha, no Jardim Flórida. Imagens de câmeras de monitoramento registraram o momento em que um homem atravessa a rua, entra no imóvel e realiza os disparos.
Logo após o crime, o suspeito fugiu utilizando a caminhonete da vítima. O veículo, uma Chevrolet Montana, foi localizado posteriormente carbonizado em uma rodovia da região.
Comportamento chamou atenção da polícia
Segundo o delegado Edson Antônio dos Santos, que coordenou a investigação, um dos pontos que mais chamou atenção durante a investigação foi a reação das pessoas que estavam no local no momento do crime.
“As imagens mostram que a vítima permaneceu por cerca de uma hora e cinquenta minutos no local sem que ninguém acionasse o socorro ou a polícia”, afirmou o delegado.
A Polícia Civil passou então a investigar pessoas ligadas à empresa e identificou comportamentos considerados suspeitos.
Prisões durante a investigação
No dia 13 de março, a Polícia Civil cumpriu mandados de prisão temporária e de busca e apreensão. Dois funcionários da empresa foram presos, suspeitos de participação no homicídio.
Na semana passada, as investigações avançaram e os policiais prenderam o genro do apontado como mandante do crime. Segundo a polícia, ele teria auxiliado na fuga do suspeito e também participado da destruição do veículo da vítima após o assassinato.
O homem apontado pela polícia como mandante do crime, sócio de Ricardo, segue foragido e nega envolvimento no caso, assim como os demais investigados.
Durante as diligências, celulares foram apreendidos e devem auxiliar no aprofundamento das investigações.
Crime pode ter sido planejado em condomínio
Ainda segundo a Polícia Civil, os investigados teriam utilizado uma residência localizada em um condomínio para planejar o crime. O sócio possuiria três imóveis no local e a suspeita é de que um deles tenha servido como ponto de encontro para organizar a execução.
A principal linha investigativa aponta que o assassinato foi motivado por dívidas e desavenças pessoais entre Ricardo Amaral Silva e o sócio.
Apesar disso, a Polícia Civil informou que nenhuma hipótese foi descartada. O caso também é apurado como possível latrocínio (roubo seguido de morte), já que objetos foram levados da empresa e o carro da vítima foi incendiado após o homicídio.
Investigação em andamento
As ações da Polícia Civil contaram com apoio das guardas municipais de Nova Odessa, Piracicaba e Americana. A corporação informou que as investigações seguem em andamento e pede que qualquer informação que possa contribuir com o esclarecimento do caso seja repassada às autoridades.




