terça-feira, 12 maio 2026
MAUS-TRATOS

Polícia Civil e GM descobrem possível rinha de galos em chácara de Cosmópolis

Ação reuniu Guarda Municipal, Polícia Civil e Polícia Científica no Núcleo Campos Salles
Por
Thayla Nogueira
A área foi preservada para o trabalho da Polícia Científica e da Polícia Ambiental, responsáveis pela perícia e destinação das aves. Foto: Thayla Nogueira/TV TODODIA

Uma ação conjunta entre a Guarda Municipal de Cosmópolis, a PC (Polícia Civil) e a Polícia Científica resultou na descoberta de uma possível rinha de galos em uma chácara no bairro Núcleo Campos Salles, na tarde desta terça-feira (12).

Segundo a Guarda Municipal, a ocorrência começou após a abordagem de um veículo suspeito na cidade. Durante a ação, policiais civis de Americana, que investigavam roubos registrados na região, acompanharam o caso e seguiram até a propriedade do dono do automóvel.

No local, as equipes encontraram dezenas de galos mantidos em gaiolas e estruturas que seriam utilizadas para brigas entre os animais. “Chegando por aqui, nós ficamos surpresos com a quantidade de galos apreendidos em gaiolas aqui pelo local, predominando aí uma rinha de galos”, afirmou o inspetor da Guarda Municipal, Eduardo Abranches.

Local foi preservado para perícia
A área foi preservada para o trabalho da Polícia Científica e da Polícia Ambiental, responsáveis pela perícia e destinação das aves. “As equipes da Guarda Municipal estão dando todo apoio juntamente com o Gepar, preservando o local até a chegada da Polícia Científica, posteriormente da Polícia Ambiental”, declarou o guarda municipal.

Segundo Eduardo Abranches, a situação surpreendeu as equipes envolvidas na ocorrência. “Foi até uma surpresa para nós ao chegarmos aqui em apoio à Polícia Civil e a Polícia Civil identificar essa prática no local”, disse.

Crime ambiental
A rinha de galos é considerada crime ambiental no Brasil e se enquadra na Lei de Crimes Ambientais, que pune maus-tratos contra animais. A legislação prevê pena de detenção de três meses a um ano, além de multa.

O Supremo Tribunal Federal também possui entendimento consolidado de que rinhas configuram prática cruel contra animais e não podem ser justificadas como atividade cultural ou recreativa.

O caso segue sob investigação.

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