Equipes do 48º Batalhão de Polícia Militar do Interior (48º BPM/I), sediado em Sumaré, prenderam quatro homens em flagrante por crimes de violência doméstica durante o último fim de semana em cidades atendidas pela unidade. Em duas das ocorrências, os suspeitos teriam tentado estrangular as próprias companheiras com as mãos. Em todos os casos, os agressores foram apresentados à Polícia Civil e seguem sendo investigados.
Câmeras registraram agressão dentro de casa
A primeira ocorrência foi registrada na noite de sexta-feira (3), no Jardim Denadai, em Sumaré. A Polícia Militar foi acionada pelo telefone 190 por volta das 23h e, ao chegar à Rua Paulo Conrado de Lima, ouviu o relato de uma mulher de 45 anos, que afirmou ter sido segurada pelo pescoço e quase estrangulada pelo marido, de 39 anos, com quem vive há 20 anos.
Para comprovar a agressão, a vítima mostrou à equipe um vídeo do sistema de segurança interna da residência, em que o autor aparece segurando-a pelo pescoço e aplicando um golpe de estrangulamento, conhecido como “mata-leão”. A mulher foi encaminhada à UPA (Unidade de Pronto Atendimento) 24h do Jardim Denadai, onde foram constatadas lesões no pescoço. Segundo o relato, não foi a primeira agressão sofrida por ela. O homem foi preso em flagrante e levado ao Plantão da Polícia Civil do Centro de Sumaré, onde permaneceu na cadeia anexa à disposição da Justiça.
Agressor apresentava comportamento alterado em Hortolândia
Na madrugada de sábado (4), outra equipe do 48º BPM/I foi acionada pelo 190 para atender uma ocorrência de violência doméstica em uma residência na Rua Boa Vista, no Jardim Nova América, em Hortolândia.
Ao chegar ao endereço, os policiais encontraram um homem de 40 anos em frente ao imóvel, com comportamento descrito como alterado, e o contiveram. Em seguida, fizeram contato com a vítima, uma mulher de 49 anos, que estava dentro da casa. Ela apresentava lesões no pescoço e no braço direito e relatou ter sido agredida com enforcamento e puxões no braço, além de ter sido ameaçada com uma faca de cozinha pelo companheiro. O homem foi preso em flagrante por violência doméstica e conduzido ao Plantão da Polícia Civil de Hortolândia.

Mulher é socorrida ao pronto-socorro após agressão
Na tarde de sábado, mais um caso de violência doméstica foi registrado em Hortolândia, desta vez em uma residência da Rua Silva Jardim, no Jardim Amanda II. Chamados pelo telefone 190, os policiais foram recebidos por familiares do casal, que relataram que o autor, um homem de 28 anos, havia agredido a companheira, de 39 anos.
A vítima já tinha sido socorrida por testemunhas e levada ao Pronto Socorro do Hospital Municipal Governador Mário Covas, onde recebia atendimento médico. Com autorização para entrar na residência, os policiais localizaram o suspeito, que admitiu as agressões. Detalhes sobre a natureza dos golpes e os ferimentos não foram informados. Diante da gravidade do caso, ele foi conduzido ao Plantão Policial de Hortolândia, onde teve a prisão em flagrante confirmada pelo crime de lesão corporal no contexto de violência doméstica e familiar.
Vítima de Monte Mor também precisou de atendimento de urgência
Na madrugada de segunda-feira (6), o 48º Batalhão voltou a ser acionado para uma ocorrência de violência doméstica, desta vez na Rua José Antônio de Novais, no Jardim Alvorada, em Monte Mor. A vítima, uma mulher de 20 anos, contou aos policiais que foi agredida fisicamente pelo companheiro, de 30 anos, durante um desentendimento.
Devido às lesões aparentes, ela foi encaminhada ao pronto-socorro municipal, recebeu atendimento médico e foi liberada em seguida. O caso foi registrado no Plantão da Polícia Civil de Hortolândia, onde o agressor permaneceu preso em flagrante.
Onde buscar ajuda em casos de violência
Em situações de risco ou violência contra mulheres, meninas ou crianças, qualquer pessoa pode acionar a Polícia Militar pelo telefone 190, serviço que funciona 24 horas por dia. Também é possível ligar para a Central de Atendimento à Mulher, no telefone 180, que oferece orientação e recebe denúncias.
As vítimas ou testemunhas podem ainda procurar as Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs) ou qualquer unidade da Polícia Civil para registrar ocorrência e pedir medidas de proteção.





