segunda-feira, 6 julho 2026

Homem que matou esposa a pauladas em Hortolândia é condenado a 26 anos de prisão

Eriberto de Oliveira Lima, de 34 anos, foi condenado pelo Tribunal do Júri de Hortolândia na última quinta-feira (2) a 26 anos e oito meses de prisão em regime fechado pelo feminicídio da companheira, Vitória Rosa de Oliveira, de 23 anos. O crime ocorreu em janeiro de 2025, no Jardim Boa Esperança, e o réu já se encontrava preso à época do julgamento. No mesmo júri, ele foi absolvido da acusação de ocultação de cadáver por falta de provas.

Relembre o assassinato de Vitória
Vitória foi morta provavelmente no dia 17 de janeiro, dentro da casa da família, na Rua Sabiá Laranjeira. Segundo a investigação, ela foi agredida com golpes de um taco de madeira e pisões no pescoço, após mais uma discussão do casal, descritas por vizinhos como frequentes.

Depois do crime, o corpo foi enrolado em um lençol e escondido em um dos cômodos da residência, até que o desaparecimento da jovem chamou a atenção e foi denunciado. Eriberto acabou preso dois dias depois, em 19 de janeiro de 2025, durante uma abordagem de rotina da Polícia Militar em via pública. Ele admitiu o crime e indicou o local onde estava o corpo, levando os policiais até a casa do casal.

Na época, ele teria alegado que agrediu a companheira porque ela estaria no celular e não teria preparado a refeição. O caso foi registrado no Plantão Policial de Hortolândia como feminicídio e destruição, subtração ou ocultação de cadáver.

Vítima do crime deixou dois filhos pequenos. Caso comoveu vizinhos. Fotos: Reprodução/Redes Sociais

Crime agravado por contexto de violência e presença dos filhos
Os jurados reconheceram circunstâncias que agravaram o feminicídio de Vitória, conforme apontado pela Polícia Civil durante as investigações.

Além de ter sido morta em contexto de violência doméstica e familiar, o crime foi considerado de motivo torpe. Vitória Rosa era mãe de dois filhos pequenos, um menino de 2 anos e uma bebê de apenas 5 meses na época dos fatos. As crianças também são filhas de Eriberto.

Defesa pretende recorrer; MP não contesta pena
O promotor Alberto Cerqueira Freitas Filho considerou a pena aplicada suficiente e, em um primeiro momento, decidiu não recorrer da dosimetria, ou seja, do cálculo da pena feito pelo juiz.

Já o advogado Diego Francisco Conceição, responsável pela defesa de Eriberto, adiantou que deve recorrer do julgamento. Apesar da possibilidade de recurso, o réu continuará preso por determinação do juiz André Forato Anhê, que presidiu a sessão do júri.

O magistrado também determinou que o taco de madeira utilizado no crime só poderá ser destruído após o trânsito em julgado da ação penal, quando todos os recursos forem esgotados em todas as instâncias do Judiciário.

Receba as notícias do Todo Dia no seu e-mail
Captcha obrigatório

Veja Também

Veja Também