
Um dos suspeitos de envolvimento no homicídio de Alex Ferreira da Cruz, de 34 anos, apresentou-se à Polícia Civil de Americana acompanhado de um advogado. Durante o interrogatório, ele afirmou que o crime teria sido motivado por um suposto assédio da vítima contra sua namorada, que trabalhava na mesma empresa.
Segundo o depoimento, vítima e suspeito já haviam se desentendido anteriormente. O investigado declarou ainda que adquiriu um revólver calibre 32 por se sentir ameaçado. A arma foi apreendida e será submetida à perícia.
Imagens mostram aproximação
De acordo com a investigação, o suspeito estava acompanhado de outro homem no dia do crime, ocorrido na quarta-feira (17). Imagens de câmeras de monitoramento mostram os dois descendo de um Jetta preto, aparentemente com objetos nas mãos, pouco antes dos disparos.
Após o crime, ambos deixaram o local no veículo.
Vítima morreu após socorro
Segundo a Gama (Guarda Municipal de Americana), moradores acionaram a corporação após ouvirem tiros na Rua São Miguel, no Jardim Belvedere.
No local, os agentes encontraram a vítima ferida. Alex foi socorrido e encaminhado ao Hospital Municipal de Americana, mas não resistiu. Durante o atendimento, foi constatado um disparo na nuca. Um fragmento do projétil foi recolhido para perícia.
Veículo foi localizado
O carro utilizado na fuga, um Volkswagen Jetta preto, foi encontrado abandonado na Avenida do Algodão, também em Americana.
O veículo passou por perícia e integra as provas reunidas no inquérito.
Defesa de investigado se manifesta
O autor dos disparos já foi identificado e, após se apresentar, segue à disposição da Justiça. A Polícia Civil continua as investigações.
O advogado Murilo Medrado Novaes, que representa o outro investigado, afirmou que seu cliente apenas acompanhava o suspeito e não sabia que ele estava armado. Segundo a defesa, ele deve se apresentar nos próximos dias para prestar depoimento.
A reportagem não conseguiu contato com a defesa do homem apontado como autor dos disparos.
Investigação continua
O caso é conduzido pela delegada Regina Aparecida Castilho Cunha, que deve ouvir o segundo investigado nos próximos dias.
A Polícia Civil aguarda os resultados das perícias na arma apreendida, no veículo e no projétil retirado da vítima para esclarecer as circunstâncias do crime.





