
O Tribunal do Júri de Hortolândia realizará no dia 23 de julho o julgamento de um homem de 31 anos acusado de matar a aposentada Francisca Soares Lima, de 59 anos, em um terreno baldio no Jardim Amanda. O crime ocorreu em julho de 2020 e teve repercussão pela violência contra a vítima.
Segundo a investigação, o corpo foi encontrado na manhã de 26 de julho de 2020, na Rua Epitácio Pessoa. A vítima apresentava ferimentos graves na cabeça e no rosto. Próximo ao local, foram encontradas pedras com vestígios de sangue, além de um celular e um molho de chaves.
Vítima foi identificada horas depois
Inicialmente, a mulher foi registrada como não identificada. Horas depois, familiares compareceram ao IML (Instituto Médico Legal) e confirmaram que se tratava de Francisca, moradora do Jardim Amanda.
As investigações avançaram após uma ocorrência atendida pela Polícia Militar envolvendo o acusado, registrada poucas horas antes da localização do corpo.
Suspeito apresentou versão falsa
De acordo com os policiais, o homem acionou a PM durante a madrugada alegando que ele e uma mulher haviam sido atacados por um desconhecido. Os agentes perceberam que ele apresentava ferimentos na mão e manchas de sangue.
Após a divulgação do homicídio, os policiais relacionaram o caso e retornaram à casa do suspeito. Diante de versões contraditórias, ele admitiu ter estado com a vítima no local do crime.
Confissão integra o processo
Em depoimento à Polícia Civil, o acusado afirmou que usava drogas com a vítima quando houve uma discussão. Segundo ele, a mulher teria sacado um objeto cortante, e ele reagiu derrubando-a e atingindo-a com um bloco de pedra na cabeça.
Ainda conforme o relato, após o crime, ele voltou para casa e acionou a polícia apresentando uma versão diferente dos fatos.
Julgamento será retomado
O réu será julgado pela segunda vez. No primeiro júri, o julgamento foi interrompido após uma jurada passar mal, o que levou à dissolução do conselho de sentença.
A defesa aponta nulidade processual, alegando que não houve flagrante delito e que a prisão ocorreu de forma irregular durante o inquérito, sendo posteriormente convertida em preventiva. Após a dissolução do primeiro júri, o acusado foi colocado em liberdade.
O advogado Adrian Piranga afirmou que a defesa se baseia no cumprimento dos princípios constitucionais e declarou confiar na decisão do Conselho de Sentença de Hortolândia.





