Quinta, 26 Mai 2022

Papa: sonhar um mundo sem distinção entre ‘nós’ e os ‘outros’ migrantes

Papa: sonhar um mundo sem distinção entre ‘nós’ e os ‘outros’ migrantes

Rumo a um nós cada vez maior”: este é o título da Mensagem do Papa para o 107º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que será celebrado em 26 de set

Rumo a um nós cada vez maior”: este é o título da Mensagem do Papa para o 107º Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que será celebrado em 26 de setembro de 2021.

O Pontífice se inspira na sua encíclica Fratelli tutti, quando expressa a preocupação de que, passada a crise sanitária, a pior reação seria cair ainda mais num consumismo febril e em novas formas de autoproteção egoísta.

Diante de nacionalismos fechados e agressivos e do individualismo radical, adverte o Papa, o preço mais alto é pago por aqueles que mais facilmente se podem tornar os outros: os estrangeiros, os migrantes, os marginalizados, que habitam as periferias existenciais.


Em vista, portanto, deste horizonte de “um nós cada vez maior”, Francisco aproveita a ocasião do Dia Mundial do Migrante para lançar um duplo apelo, dirigindo-se em primeiro lugar aos fiéis católicos e, depois, a todos os homens e mulheres de boa vontade.
O apelo do Pontífice é dirigido ainda a todos os homens e mulheres da terra, um apelo a caminharem juntos rumo a um nós cada vez maior, a recomporem a família humana, “a fim de construirmos em conjunto o nosso futuro de justiça e paz, tendo o cuidado de ninguém ficar excluído”.

“É o ideal da nova Jerusalém, explica Francisco, onde todos os povos se encontram unidos, em paz e concórdia, celebrando a bondade de Deus e as maravilhas da criação.”

Mas, para alcançar este ideal, devemos todos devem se empenhar para derrubar os muros que nos separam e construir pontes que favoreçam a cultura do encontro, cientes da profunda interconexão que existe entre nós.

A mensagem de Francisco se encerra com palavras audaciosas: “Somos chamados a sonhar juntos. Não devemos ter medo de sonhar e de o fazermos juntos como uma única humanidade, como companheiros da mesma viagem, como filhos e filhas desta mesma terra que é a nossa Casa comum, todos irmãs e irmãos” (cf. Fratelli tutti, 8).

 

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