terça-feira, 15 setembro 2026
OCUPAÇÃO IRREGULAR

Fogo mata criança de 3 anos e deixa dois irmãos feridos em Campinas

Vítimas de 4 e 6 anos sofreram queimaduras graves; área ocupada desde 2017 é alvo de ação judicial de reintegração de posse
Por
Cristiani Azanha
Mãe das crianças permaneceu em atendimento na UPA Carlos Lourenço. Foto: Reprodução

Uma criança de 3 anos morreu após um incêndio atingir um apartamento no Jardim Carlos Lourenço, em Campinas, na manhã desta terça-feira (15). O imóvel fica em uma área particular ocupada irregularmente desde 2017 e alvo de uma ação judicial de reintegração de posse, segundo a Prefeitura.

Dois irmãos da vítima, de 4 e 6 anos, também estavam no apartamento e sofreram queimaduras graves. Eles conseguiram sair do imóvel e foram atendidos inicialmente na UPA Carlos Lourenço.

Crianças foram transferidas para hospitais
Após o atendimento inicial, as duas crianças foram transferidas para unidades de maior complexidade, de acordo com a Prefeitura de Campinas.

A criança de 4 anos foi encaminhada ao Hospital Mário Gattinho, enquanto a de 6 anos foi transferida para o Hospital de Clínicas da Unicamp. A mãe permaneceu em atendimento na UPA Carlos Lourenço.

Segundo o Corpo de Bombeiros, o acúmulo de roupas e objetos no apartamento, localizado no último andar, dificultou o combate às chamas. As causas do incêndio ainda são desconhecidas e deverão ser apuradas.

Prefeitura acompanha ocupação desde 2017
Em nota, a Prefeitura de Campinas informou que acompanha a área desde o início da ocupação e realizou o cadastro das famílias que vivem no local. O levantamento identifica 108 famílias.

A Secretaria de Habitação fez visitas posteriores para atualizar as informações, mas, segundo a administração municipal, os moradores não concordaram com a realização de um novo recadastramento.

A Prefeitura também afirmou que ofereceu o Auxílio-Moradia Emergencial como alternativa habitacional para que as famílias deixassem a área. Até o momento, não houve adesão ao benefício, e os moradores teriam manifestado interesse em permanecer no local.

Área é alvo de ação de reintegração de posse
A Prefeitura informou que o terreno é particular e está ocupado desde 2017. O local é objeto de uma ação judicial de reintegração de posse.

Segundo o Município, uma eventual desocupação deverá seguir as decisões e os encaminhamentos definidos no processo judicial. Após o incêndio, equipes da Prefeitura foram deslocadas para acompanhar a ocorrência e prestar atendimento às famílias.

Prefeitura lamenta morte
Em nota, a Prefeitura de Campinas lamentou a morte da criança e manifestou solidariedade à família e às demais pessoas atingidas pelo incêndio.

A administração municipal informou que as circunstâncias e as causas do incêndio serão apuradas pelos órgãos competentes. A atuação da Defesa Civil e as condições estruturais do imóvel também deverão ser verificadas após a ocorrência.

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