FOLHAPRESS | RÚSSIA
O sábado começou com a perspectiva de épico confronto entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo nas quartas de final da Copa do Mundo. Mas havia Kylian Mbappé, 19, no meio do caminho.
O atacante, possível candidato a melhor do mundo em um futuro próximo, tirou a Argentina da Copa do Mundo com uma exibição de velocidade, técnica e finalizações em Kazan. Ele sofreu um pênalti e fez dois gols na vitória da França por 4 a 3. Pode ter sido o último jogo da carreira de Lionel Messi no torneio e, se isso acontecer, ele se despedirá do futebol sem conquistá-lo.
O jogador prodígio francês apareceu na penúltima temporada europeia, com o Monaco, semifinalista da Champions League. Há um ano, foi vendido por 180 milhões de euros ao PSG – valor menor só do que o pago por Neymar.
Mabppé foi o primeiro adolescente a marcar duas vezes em uma mesma partida desde 1958. E sabe quem foi o autor daqueles gols? Pelé, dois gols na final contra a Suécia – e, lembrando, ele já tinha marcado três na semifinais contra a França.
O JOGO
O esquema de Messi como falso 9 era uma aposta que só não naufragou nos primeiros 45 minutos porque Di María apareceu para salvar.
Aos 11 minutos, Marcos Rojo cometeu pênalti. Griezmann deslocou Armani e abriu o placar para a França.
Tal qual havia acontecido em outra partida de oitavas de final da Copa do Mundo, em 2014, Di Maria tirou sua seleção do sufoco com um golaço. Desta vez, em um chute de fora da área no ângulo aos 42 minutos.
Parecia que a Argentina renasceria de forma improvável. Sensação que ficou ainda mais forte quando Gabriel Mercado desviou chute de Lionel Messi para fazer o segundo da partida.
Porém, o lateral francês Benjamin Pavard fez um dos mais belos gols da Copa do Mundo e deixou tudo igual. .
Mbappé fez dois gols e se fosse fominha, poderia ter anotado mais um. Bastaria ter ido para cima da marcação de Mascherano.
A imagem que fica de Lionel Messi, um dos maiores jogadores da história do futebol, foi criar uma chance nos minutos finais, chutar fraco nas mãos de Lloris e ficar cinco segundos prostrado em campo, com as mãos na cabeça. A sensação era de mais uma chance desperdiçada.
Aguero ainda descontou para a Argentina. Apenas para dar mais um toque de drama ao adeus da seleção que marcou com a desorganização sua passagem pela Rússia.
Despedida de Messi da seleção?




