Bolsonaro pode se tornar inelegível? Entenda o caso
Tribunal Superior Eleitoral agendou o julgamento do ex-presidente para o próximo dia 22
Nessa segunda-feira (05) o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) agendou o julgamento da Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije) contra o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro (PL) e o ex-Ministro da Casa Civil e ex-Ministro da Defesa, Walter Braga Netto (PL) – político que concorreu como vice de Bolsonaro nas eleições presidenciais de 2022.
A ação será julgada no próximo dia 22 de junho. Os dias 27 e 29 foram agendados para a mesma pauta. A expectativa do TSE é que a votação para o julgamento seja feita ainda nesse mês, antes do recesso do judiciário.
O julgamento foi definido após documento apresentado pelo PDT (Partido Democrático Trabalhista), e buscará realizar análise de dois pontos inconstitucionais cometidos pelo político: a prática de abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.
Segundo o PDT, durante reunião com embaixadores estrangeiros, no Palácio do Alvorada, em julho de 2022, o então presidente e candidato à reeleição questionou e duvidou da lisura do processo eleitoral brasileiro. Os ataques às urnas eletrônicas durante toda a candidatura de Bolsonaro também entraram em alerta para a votação desse julgamento.
Na época, Bolsonaro também atacou e acusou constantemente ministros do TSE, principalmente o atual presidente do poder judiciário, Alexandre de Moraes. Foram atacados durante todo o processo que presidiram o tribunal, os também ministros Luís Roberto Barroso e Edson Fachin.
Segundo o TSE, previsto no artigo 22 da Lei Complementar nº 64/1990, a Ação de Investigação Judicial Eleitoral é apresentada durante o processo eleitoral e tem como finalidade apurar condutas que possam desequilibrar a disputa entre candidatos em uma eleição.
Se for julgada procedente, o ex-presidente pode se tornar inelegível nos próximos oito anos.
A defesa de Bolsonaro afirmou que a postura de Bolsonaro não significa que ele foi contra as regras do processo eleitoral e que o documento apresentado pelo TSE não poderá servir como provas.
O Ministério Público Eleitoral defendeu a inelegibilidade do ex-presidente, afirmando que o discurso de Bolsonaro atacou as instituições eleitorais e que o uso indevido dos meios de comunicação, já que a articulação para descredibilizar as urnas eletrônicas eram feitas em lives em suas redes sociais.
Esta matéria foi útil para você?
Newsletter TODODIA
As mais lidas do dia, direto no seu e-mail. Grátis.
Veja também
Polícia de SP apura repasse de dados de mortos a funerárias
Operação Luctus cumpriu mandados em 21 alvos; investigação envolve policial civil, funcionário da prefeitura e empresários do setor
Aeroportos do país devem receber mais de 2 milhões de passageiros no feriado
Projeção prevê mais de 10,3 mil voos entre 30 de outubro e 3 de novembro, período do feriado de Finados
Acidente com 20 veículos deixa ao menos 11 feridos na Dutra, em São João de Meriti
Motorista do ônibus morreu de infarto, segundo a concessionária; vítimas foram levadas a hospitais da região