sexta-feira, 19 junho 2026
EDUCAÇÃO

Brasil ainda tem 8,4 milhões de analfabetos com mais de 15 anos

Pesquisa do IBGE mostra que analfabetismo se concentra entre idosos, apesar da menor taxa registrada na série histórica
Por
Redação
A taxa caiu para 4,9%, mas país ainda tem 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever. Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília

O Brasil encerrou 2025 com 8,4 milhões de pessoas analfabetas com 15 anos ou mais de idade. Os dados divulgados pelo IBGE mostram que a taxa de analfabetismo caiu para 4,9%, a menor da série histórica iniciada em 2016. Na comparação com 2024, a redução foi de 0,4 ponto percentual, o equivalente a cerca de 592 mil pessoas que deixaram a condição de analfabetismo. Há nove anos, a taxa nacional era de 6,7%.

A Região Nordeste concentra a maior parcela dessa população, com 4,8 milhões de analfabetos, o que representa 57,4% do total registrado no país.

Analfabetismo é maior entre idosos
Segundo a pesquisa, o analfabetismo atinge principalmente a população mais velha. Em 2025, cerca de 4,8 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais não sabiam ler nem escrever, o que representa 14,9% dessa faixa etária.

Os idosos correspondem a 58% de todos os analfabetos do país. Entre pessoas com 15 a 59 anos, a taxa cai para 2,6%, indicando maior acesso das gerações mais jovens à educação formal.

O levantamento também aponta desigualdades raciais. Entre pessoas com 60 anos ou mais, a taxa de analfabetismo entre pretos e pardos foi de 20,6%, quase três vezes superior à registrada entre brancos, de 7,3%.

Mulheres avançam na escolarização
O estudo mostra que as mulheres apresentaram taxa de analfabetismo menor que a dos homens. Entre pessoas com 15 anos ou mais, o índice foi de 4,6% para mulheres e 5,2% para homens. Na população idosa, a diferença também aparece. Entre mulheres com 60 anos ou mais, a taxa foi de 13,7%, contra 14,1% entre os homens.

De acordo com o IBGE, os números refletem avanços na escolarização feminina ao longo das últimas décadas e a redução de desigualdades educacionais históricas.

Trabalho lidera abandono escolar
A pesquisa revelou ainda que 7,7 milhões de jovens entre 14 e 29 anos não concluíram o ensino médio em 2025.

Entre os entrevistados, 43% apontaram a necessidade de trabalhar como principal motivo para abandonar os estudos ou nunca ter frequentado a escola. A falta de interesse em estudar apareceu em segundo lugar, citada por 25,6% dos jovens.

O levantamento também mostrou que 17,5% dos brasileiros entre 15 e 29 anos não estudavam, não trabalhavam e nem participavam de cursos de qualificação profissional em 2025.

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