segunda-feira, 22 julho 2024

Conversa entre EUA e Irã sobre questão nuclear pode acontecer nas próximas semanas, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira (26) ser possível um encontro entre EUA e Irã, nas próximas semanas, para discutir a questão nuclear. “Acho que há uma grande chance de nos encontrarmos”, disse Trump em entrevista coletiva realizada durante o encerramento da reunião do G7, em Biarritz (sudoeste da França).

Na abertura de seu breve discurso, Trump dedicou-se a agradecer a hospitalidade do presidente Emmanuel Macron ao sediar o evento e teceu elogios à primeira-dama francesa, Brigitte Macron.  “Quero agradecer muito pelo trabalho do presidente Macron e de sua esposa, que é uma ótima mulher. Obrigado, Brigitte, você foi espetacular passando bastante tempo com Melania [Trump, sua esposa] e com o pessoal que veio.”

Os elogios de Trump fazem contraponto ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que neste domingo (25) zombou de Brigitte Macron em comentário na internet. Sobre a questão com o Irã, o presidente americano ressalvou que é importante que os iranianos ajam como “bons jogadores” para que um acordo seja feito.

“O Irã é um país com grande potencial. Não estamos pedindo por grandes mudanças em seu governo ou coisa do tipo. Queremos, apenas, que não haja mais armas nucleares. É muito simples.” As afirmações de Trump vieram como resposta à sugestão do presidente da França, Emmanuel Macron, de que o encontro ocorresse nas próximas semanas.

Macron, que participou da primeira parte da coletiva de encerramento, afirmou que a intermediação para um novo acordo nuclear com o Irã foi abordada pelos líderes do G7.  “Duas coisas são muito importantes para nós: o Irã nunca deve ter armas nucleares e essa situação nunca deve ameaçar a estabilidade regional”, disse o francês.

Atualmente, nenhuma das potências ocidentais está plenamente satisfeita com o acordo estabelecido há quatro anos, que não inclui medidas para conter o ímpeto expansionista do Irã -com braços no Iêmen, na Síria e no Líbano- nem cobre o programa de mísseis balísticos de Teerã.

Onde há divergência é em como “consertar” o pacto. Os europeus querem editar ou fazer adendos ao documento que já existe, enquanto Trump prefere descartá-lo integralmente e redigir outro texto. No último domingo, enquanto aconteciam as conversas do G7, o chanceler do Irã, Mohammad Javaf Zarif, fez uma visita-surpresa a Biarritz. Na coletiva desta segunda, foi perguntado a Macron se ele havia avisado Trump previamente sobre a presença iraniana ou se o presidente americano também foi pego de surpresa.

“Quando soube que nos visitaria, decidi convidar o ministro do Irã para participar de uma conversa como amigo. Então informei o presidente Trump que o encontro era ideia minha e que não queria envolver os Estados Unidos [em uma conversa de Estado], mas que participassem como amigos”, disse.

Na manhã desta segunda, Trump também falou sobre o seu desejo de que a Rússia seja readmitida ao G7 e disse não se importar com as consequências políticas de sua sugestão. “Muitas pessoas dizem que ter a Rússia, que é uma potência, dentro da sala é melhor do que tê-la fora”, disse Trump.

Segundo ele, outras pessoas dentro do G7 partilham desta mesma impressão. A próxima cúpula do G7 será sediada na Flórida, nos Estados Unidos, anunciou Macron. O presidente Donald Trump quer que o encontro ocorra em seu resort em Miami, o Trump National Doral Miami Golf Resort.

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