Diretor do Procon-SP diz a Queiroga que preço de plano de saúde é caixa-preta
A pressão sobre os planos de saúde para segurar o aumento de preços na pandemia subiu um tom.
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, se reuniu nesta sexta (7) com o diretor do Procon-SP, Fernando Capez, e ouviu a argumentação do órgão paulista de que falta transparência nos reajustes do planos coletivos.
No mês passado, Capez entrou com ação civil pública contra a ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) para tentar impedir os aumentos.
“O ministro concordou em estabelecer uma diretriz geral exigindo maior transparência. Haverá consulta pública da qual o Procon participará com sugestões. A expectativa é de uma mudança no sistema para que o consumidor saiba o que está pagando e por que os reajustes estão ocorrendo, o que é verba de administração, corretagem e o que é efetivamente despesa que tem de ser ressarcida porque houve aumento de custo”, disse Capez.
Segundo ele, os dados abertos pelas operadoras e administradoras dos planos de saúde não explicam satisfatoriamente os reajustes dos planos coletivos.
“Hoje, o sistema é totalmente oculto, fechado, é uma caixa-preta, e o consumidor paga mais por isso”, afirma.
Esta matéria foi útil para você?
Newsletter TODODIA
As mais lidas do dia, direto no seu e-mail. Grátis.
Veja também
Inscrições para vagas remanescentes do Fies terminam nesta terça-feira
Programa oferece 50 mil oportunidades de financiamento estudantil para o segundo semestre de 2026; resultado da chamada única será divulgado em 16 de novembro
Novas regras de atendimento ao consumidor começam a valer no Brasil
Decreto obriga empresas a oferecer atendimento humano por telefone e canais digitais, estabelece prazos para respostas e facilita o cancelamento de serviços
Prêmio da Mega-Sena acumula e chega a R$ 46 milhões
Nenhuma aposta acertou as seis dezenas do concurso 3080; próximo sorteio será na quarta-feira (4)