terça-feira, 4 agosto 2026
PARALISAÇÃO

Greve de trens afeta milhões em São Paulo; Tarcisio menciona tentativa de intimidar o governo

A paralisação dos trabalhadores da CPTM começou na primeira hora de terça-feira (4)
Por
Nathalia Tetzner
Ao todo, três linhas estão com as operações interrompidas. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

Os trabalhadores da CPTM (Companhia Paulista de Transportes Metropolitanos) entraram em greve na primeira hora de terça-feira (4), em São Paulo. Ao todo, três linhas estão com as operações interrompidas e as autoridades estimam que mais de um milhão de pessoas estão sendo afetadas pela falta de transporte. 

Motivos da greve
A greve é motivada pela concessão das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade à empresa Trivia Trens e o PDV (Plano de Demissão Voluntária), que mira 4.700 empregados da CPTM em uma estratégia de reduzir o quadro de funcionários por meio de dinheiro extra e vantagens. O objetivo é pedir a reestatização e manter os empregos.

Consequências e medidas
O congestionamento de veículos nas ruas e avenidas ultrapassa 2,5 quilômetros, segundo dados da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego), divulgados pela manhã. As regiões de São Paulo mais afetadas são: zona sul (648 km), zona leste (537 km) e zona oeste (507 km).

O rodízio de carros foi cancelado e o Paese (Plano de Apoio entre Empresas de Transporte frente a Situação de Emergência) foi acionado para diminuir os impactos. Mesmo assim, há registros de superlotação nos veículos urbanos.

O que diz o governo?
Nas redes sociais, o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) mencionou uma suposta tentativa de intimidar o governo. “A aposta na baderna e na paralisia dos serviços não vai intimidar o governo, que esteve e seguirá aberto ao diálogo. Uma concessão é feita para melhorar os serviços, eliminar problemas de via permanente, trazer trens novos, garantir estações mais acessíveis, eliminar falhas na via aérea de alimentação e nas subestações, estender as linhas até Bonsucesso ou até César de Souza e dar mais confiança ao sistema”, afirma

“Não vamos permitir que o cidadão seja refém, que seja usado mais uma vez como instrumento de pressão. Não é por acaso que determinados eventos ocorram em ano de eleição. Seguiremos em frente e, não custa lembrar, as linhas concedidas estão operando normalmente”, declara.

A CPTM é a responsável temporária pelas três linhas após o incêndio em vagões registrado no final de julho. A previsão é que a Trivia Trens realize os ajustes necessários pelos próximos 90 dias.

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