segunda-feira, 7 setembro 2026

Guedes critica ‘excessos’ do Judiciário

Guedes fez discurso eleitoral e disse que vai manter auxílio de R$ 600

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

Com discurso em tom de campanha eleitoral, o ministro da Economia, Paulo Guedes, criticou nesta quarta-feira (14) “excessos” do Poder Judiciário, alfinetou o mercado financeiro e falou em manter o Auxílio Brasil em R$ 600 em um eventual segundo mandato do presidente Jair Bolsonaro (PL). Em evento com empresários no Rio de Janeiro, Guedes também disse que o teto de gastos foi “mal desenhado”. “Esqueceram de fazer as paredes, que são as reformas. Esqueceram de quebrar o piso, que sobe”, afirmou Guedes em uma palestra na ACRJ (Associação Comercial do Rio de Janeiro).

Nas últimas semanas, o ministro embarcou de vez na campanha de Bolsonaro. Às vésperas das eleições, ele tem ido a campo, em encontros com empresários, para rebater críticas e defender políticas adotadas sob sua gestão. Não foi diferente nesta quarta.

Sem citar o nome do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), alvo recorrente de ataques de Bolsonaro, Guedes apontou “excessos” no Poder Judiciário.

“Tem ministro do Judiciário que também comete excessos, manda prender, investigar, censurar. Está descredenciando o Supremo.”

Em outro momento da palestra, o ministro da Economia afirmou que o país tem condições para manter o Auxílio Brasil em R$ 600 em 2023, em caso de um segundo mandato de Bolsonaro. 

O benefício subiu para esse nível às vésperas das eleições de outubro. “Nós vamos manter os R$ 600, a renda básica, do trabalhador brasileiro?”, perguntou Guedes para o público. “O país tem capacidade. Nós temos ferramentas novas”, respondeu o ministro, que defendeu em seguida a venda de ativos inutilizados para a criação de um fundo de recursos públicos.  

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