quarta-feira, 2 setembro 2026

Guedes nega fim de dedução de gasto com saúde e educação

A medida representaria uma economia de R$ 30 bilhões para o caixa do governo 

© Marcelo Camargo/Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a negar nesta terça-feira, 25, durante evento da Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), que mudará as regras para corrigir o salário mínimo e que acabará com as deduções de saúde e educação do Imposto de Renda. Como mostraram o jornal O Estado de S. Paulo e o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), a equipe de Guedes defendeu por escrito o fim dos descontos com despesas médicas e de educação no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF).

A medida representaria uma economia de R$ 30 bilhões para o caixa do governo e, assim, compensaria em parte as promessas que o presidente Jair Bolsonaro (PL), que concorre à reeleição, tem feito na campanha. Guedes, entretanto, negou que tomará essa medida.

“Não deixem que roubem sua tranquilidade, já roubaram muita coisa. Sai um fake news por dia à medida que nos aproximamos da eleição. Tenho que desmentir as medidas deslavadas que estão sendo contadas todos os dias. Trabalhadores, aposentados e pensionistas receberam aumentos mesmo durante a pandemia. Possivelmente algum petista dentro do ministério pega um trabalho sem aval nosso e passa pra jornalista. Vencida e ultrapassada a pandemia, aumentos de salários e benefícios podem ser inclusive acima da inflação”, disse o ministro.

Segundo Guedes, o sonho do governo Jair Bolsonaro é que o País tenha uma grande economia de mercado, com classe média forte. O ministro ainda afirmou que esse processo passa pelo fortalecimento do cooperativismo.

“Esperamos ter contato mais próximo com cooperativismo em segundo mandato. Tem gente do outro lado querendo acabar com simples e regimes especiais para cooperativas. Tentamos colocar cooperativas dentro de todos os regimes. Faremos transição para IVA, OCDE dá parâmetro para isso”, declarou Guedes.

O ministro da Economia voltou a afirmar que o governo não pretende lançar um pacote de medidas que vai assustar e trazer danos para empresários e para a classe média. 

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