sexta-feira, 4 setembro 2026

Haddad e Tarcísio nacionalizam disputa e saem em defesa de padrinhos

No primeiro turno, Tarcísio de Freitas obteve 42,3% dos votos, ante 35,7% de Fernando Haddad 

NA BAND | Haddad e Tarcísio de Freitas durante debate (Foto: Divulgação)

No primeiro debate do segundo turno entre os candidatos ao governo do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Fernando Haddad (PT) emularam a polarização nacional, atuando em defesa de seus padrinhos na disputa à Presidência, Jair Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O encontro, organizado pela TV Bandeirantes, englobou temas referentes à disputa pelo Palácio do Planalto, como a redução do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) dos combustíveis, segurança pública, política armamentista e a gestão durante a pandemia de covid-19.

No primeiro turno, Tarcísio de Freitas obteve 42,3% dos votos, ante 35,7% de Fernando Haddad. Pesquisa Datafolha, divulgada no última dia 7, mostra que o candidato do Republicanos lidera com 50% das intenções de voto, ante 40% do petista.

O tema inicial foi econômico: a redução da alíquota do ICMS para manter a redução do preço do combustível. Para Tarcísio, o debate sobre o ICMS foi uma “briga comprada pelo presidente Bolsonaro”. Após agradecer ao atual chefe do Executivo, ele se comprometeu a manter a redução do ICMS no combustível, além de alongar os prazos de pagamento para o pequeno empreendedor e reduzir o imposto na aquisição de bens de capital. “Isso vai gerar emprego”, pontuou.

Já o petista rebateu atacando e disse que a redução foi uma “caridade com o chapéu alheio” e afirmou que o presidente “tirou dinheiro dos governadores”. Mas apesar das críticas, Haddad afirmou que, caso eleito, irá manter a alíquota do ICMS e se juntar com os governadores para que o veto de Bolsonaro à compensação aos Estados pelas perdas de arrecadação com o tributo seja derrubado.

Receba as notícias do Todo Dia no seu e-mail
Captcha obrigatório

Veja Também

Veja Também