De acordo com o governo, 17 pessoas morreram, incluindo manifestantes e policiais
Autoridades do Irã bloquearam o acesso aos aplicativos Instagram e WhatsApp. A medida foi tomada no sexto dia de protestos contra o uso obrigatório do véu islâmico e a repressão às mulheres no país. De acordo com o governo, 17 pessoas morreram, incluindo manifestantes e policiais.
A suspensão das redes sociais começou na noite de quarta-feira, segundo a agência iraniana Fars. A medida foi adotada para conter “as ações contrarrevolucionárias” realizadas por meio dos aplicativos, de acordo com o governo. Instagram e WhatsApp são os aplicativos mais utilizados no Irã após o bloqueio de plataformas como YouTube, Facebook, Telegram, Twitter e Tiktok. Além disso, o acesso à internet é filtrado ou restrito.
A Guarda Revolucionária pediu ao Judiciário para processar “aqueles que espalham notícias falsas” sobre a morte da jovem Mahsa Amini, que está na origem da onda de protestos. Ela morreu em Teerã, na semana passada, após ser detida pela polícia moral iraniana por usar o véu islâmico de maneira “inadequada”. Segundo relato policial, Mahsa teria apresentado um problema cardíaco e morrido, mas o Alto Comissariado da ONU para os direitos humanos alertou sobre indícios de violência policial.





