Desconsiderando o PL, que terá 14 integrantes no próximo ano e planeja lançar candidato próprio, Pacheco tem o apoio dos maiores partidos da Casa
Assim como Arthur Lira (PP-AL) tem feito na Câmara, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), trabalha para isolar eventuais adversários na disputa à reeleição. Desconsiderando o PL, que terá 14 integrantes no próximo ano e planeja lançar candidato próprio, Pacheco tem o apoio dos maiores partidos da Casa: PSD (11 senadores), MDB (10), União (10) e PT (9). Outras legendas, como PP (6), Podemos (6), PSDB (4) e PDT (3) pretendem seguir o mesmo caminho. Na última semana, o novo líder do Podemos, Oriovisto Guimarães (PR), disse à bancada que deve trabalhar pela reeleição de Pacheco. O PP de Ciro Nogueira cogitava se aliar ao PL para marcar posição, mas a cúpula do partido não quer correr o risco de perder cargos na Mesa.
CAMPANHA. Davi Alcolumbre (União-AP) visitou dezenas de senadores nas últimas semanas pedindo apoio a Pacheco.
NOVOS… Alcolumbre se aproximou do MDB, com quem já disputou no passado. Na semana passada, ao ver os emedebistas Renan Calheiros (AL) e Eduardo Braga (AM), o amapaense brincou que agora todos fazem parte do mesmo bloco e só podem se manifestar publicamente em conjunto. Pelo acordo, o MDB deve manter a vice-presidência da Casa.
… AMIGOS. Renan disse a aliados, aos risos, que nunca imaginou fazer parte do mesmo bloco de Sergio Moro (União-PR), de quem é crítico.
VAI QUE COLA. Rogério Marinho (PL-RN) tem se apresentado como pré-candidato aos colegas para verificar a sua viabilidade contra Pacheco.
AGRADO. Tarcísio de Freitas (Republicanos) disse a aliados que deseja reservar R$ 1 bi do Orçamento paulista de 2023 para contemplar projetos apadrinhados por parlamentares e dissolver a resistência dos que estão receosos com a troca de gestão de SP – é a primeira vez em 28 anos que o PSDB não elege o governador.
VOLTA. Depois de um período de reclusão, aliados esperam que o presidente Jair Bolsonaro (PL) ajude a organizar estratégias de oposição a Lula no Congresso nos próximos dias. Existe uma avaliação de que é preciso orientar os bolsonaristas sobre como lidar com a PEC da Transição e também pautas ligadas ao Judiciário.
COMO? Ainda há dúvidas sobre as convergências entre bolsonaristas. O pedido de impeachment de Luís Roberto Barroso, por exemplo, teve baixa adesão até mesmo no PL.
QUEBRA. A construtora WTorre cobra na Justiça mais de R$ 100 milhões da empresa que Paulo Torre, filho de seu fundador, Walter Torre, morto em 2020, abriu com Bruno Setúbal, herdeiro do Itaú Unibanco. A construtora alega que houve o descumprimento de um contrato firmado em 2012.
CONTA. Torres e Setúbal recorreram à construtora para obter recursos para um novo negócio e, em troca, cederam 70% das ações do empreendimento, que fracassou. Segundo a WTorre, os valores não foram restituídos até hoje.
PRONTO, FALEI!
Carlos Zarattini
Deputado federal (PT-SP)
“O mercado não quer estabilidade? Estamos dando previsibilidade com a PEC. Agora, todo ano eu vou criar uma situação tensa de se vai votar ou não? É o fim do mundo.”





