quinta-feira, 2 julho 2026

Venda de vacinas da Pfizer na América Latina amplia pressão sobre Brasil

A farmacêutica Pfizer já vendeu para a América Latina quase 60 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 que desenvolve em parceria com a empresa de biotecnologia alemã BioNTech. Embora nenhum dos países compradores tenha aprovado a imunização até o momento – o Reino Unido foi a única nação a fazê-lo -, as primeiras doses começam a ser entregues ainda em dezembro e as campanhas de vacinação podem começar em janeiro em alguns locais.

As doses vendidas para México, Chile, Peru, Costa Rica e Equador somam, até o momento, 59,4 milhões, segundo informações de veículos de imprensa e ministérios de saúde de cada um desses países. Para imunizar uma pessoa são necessárias duas doses, aplicadas com um intervalo de alguns dias entre elas.

Em comunicado, a Pfizer diz que o número de doses disponíveis para distribuição vem diminuindo consideravelmente por conta do interesse global em relação à vacina. A empresa afirma que a capacidade produtiva é de 50 milhões de doses ainda em 2020 e 1,3 bilhão de unidades durante o ano de 2021.

As compras adiantadas de doses do imunizante da União Europeia (300 milhões), do Reino Unido (40 milhões), do Japão (120 milhões) e da América Latina (59,4 milhões) somam, até o momento, quase 520 milhões de unidades vendidas do produto. Os Estados Unidos fizeram uma compra adiantada de 100 milhões de doses, com a possibilidade de adquirir um adicional de 500 milhões de unidades.

Assim, se considerada a aquisição extra que os Estados Unidos ainda podem fazer, a Pfizer já teria comprometido quase 85% da produção global do imunizante em 2020 e 2021.

A pressão sobre o governo brasileiro tem aumentado nos últimos dias. A empresa diz que encaminhou uma proposta e aguarda um posicionamento oficial. “Mas o prazo expira em alguns dias”, diz a Pfizer, sem informar qual é a data final para uma resposta.

Segundo a companhia, a proposta permitiria imunizar milhões de brasileiros já no primeiro semestre de 2021, após a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) conceder um registro à vacina. A Pfizer não informa quantas doses ofereceu ao governo brasileiro.

Até o momento, o governo federal tem um acordo para compra e a produção de 100 milhões de doses da vacina produzida pela farmacêutica AstraZeneca e pela Universidade de Oxford.

Receba as notícias do Todo Dia no seu e-mail
Captcha obrigatório

Veja Também

Veja Também