Domingo, 13 Junho 2021

WhatsApp lança serviço de transferência em parceria com grandes bancos

WhatsApp lança serviço de transferência em parceria com grandes bancos

Após nove meses de negociação como BC (Banco Central), o WhastApp anuncia nesta terça-feira (4) um serviço de transferência bancária gratuita entre us
Após nove meses de negociação como BC (Banco Central), o WhastApp anuncia nesta terça-feira (4) um serviço de transferência bancária gratuita entre usuários no Brasil. Quase um ano após a tentativa frustrada de lançamento, o recurso estreia com a parceria de três dos cinco maiores bancos do país: Itaú, Bradesco e Banco do Brasil.

Não entraram na parceria Santander e Caixa Econômica Federal.

A opção começa a ser disponibilizada gradualmente nas próximas semanas. O Brasil é o segundo maior mercado do aplicativo de mensagens no mundo, com mais de 120 milhões de pessoas, perdendo apenas para a Índia, que tem 400 milhões.

Usuários que tiverem cartões de débito, pré-pago ou combo das instituições Banco do Brasil, Banco Inter, Bradesco, Itaú, Mercado Pago, Next, Nubank, Sicredi e Woop Sicredi, com as bandeiras Visa e Mastercard, poderão transacionar dinheiro pela plataforma. O processo é todo feito no aplicativo e não cobra taxas.

A operação das transações é feita pela Cielo. Cartões de crédito não são válidos.

Em junho do ano passado, o WhatsApp anunciou o serviço junto a uma opção de pagamentos para empresas. O Banco Central vetou os dois tipos de operação.

Na época, o sistema contava com as bandeiras Visa e Mastercard, a Cielo como operadora, e as instituições Banco do Brasil, Nubank e Sicredi.

Poucos dias depois, a Superintendência-Geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e o BC suspenderam o acordo entre a empresa e as instituições financeiras, alegando dúvidas sobre a natureza do serviço e solicitando esclarecimentos sobre o modelo de negócios.

Houve especulação no mercado de que o BC teria acatado uma reclamação dos grandes bancos privados sobre a solução e, ainda, barrado o serviço para proteger o Pix, sistema de pagamentos instantâneos da autoridade monetária que foi lançado depois, em novembro de 2020. Na época, a autoridade monetária negou.

Em março deste ano, a instituição incluiu o Facebook, dono da plataforma, na categoria de iniciador de transações de pagamentos, uma espécie de instituição de pagamentos, o que permite o repasse de dinheiro entre CPFs.

O pagamento a empresas, que tem potencial direto de ganhos ao WhatsApp (prevê uma taxa de 3,99% por transação) ainda não foi aprovado. "A companhia continua trabalhando junto ao Banco Central para disponibilizar pagamentos para empresas", diz o WhatsApp.

O Brasil é o segundo país a receber o recurso de transferências, somente disponível na Índia. Em um vídeo gravado para o país, Mark Zuckerberg, presidente-executivo da companhia, afirmou que "pagamentos digitais são muito importantes nesse momento", que são mais seguros do que pagar com dinheiro vivo e que dispensam fila de banco.

"Este é um dos primeiros países do mundo a ter pagamentos no WhatsApp. Isso porque sabemos o quanto o WhatsApp é importante para o Brasil", diz.

O sistema funciona a partir do Facebook Pay, um modelo que integra as informações de pagamentos de WhatsApp, Facebook e Instagram. Segundo Zuckerberg, é um "método simples e seguro de enviar dinheiro em uma conversa", fazer uma doação ou comprar nas lojas disponíveis nas plataformas.

Os representantes dos bancos parceiros destacam que a opção serve como uma praticidade a seus clientes, que terão outra forma de transferir sem pagar taxas, o que se tornou viável desde o lançamento do Pix, em novembro, que logo se popularizou.

Segundo Marcos Valério diretor do Bradesco Cartões, o serviço "acelera o processo de digitalização democrática dos meios de pagamento".

Já para João Pedro Paro Neto, presidente da Mastercard no país, "até 2030, 55% dos brasileiros esperam que todas as transações financeiras sejam realizadas em tempo real", o que explica a adesão ao serviço.

Por enquanto, o WhatsApp não pretende ganhar dinheiro direto com a operação, de acordo com Matt Idema, diretor de operações do WhatsApp em entrevista à reportagem.

"Pagamos uma taxa pequena para as bandeias de cartão de crédito, mas a ideia não é gerar lucro com esse serviço. Há anos pesquisas mostram que as pessoas querem mandar dinheiro para famílias e amigos, e não queremos incluir taxas que dificultem esse processo", afirma Idema.

No longo prazo, o Facebook se beneficia por ter entrado cedo neste mercado enquanto ainda é, de longe, o aplicativo de mensagens mais usado entre os brasileiros.

Para Yasodara Córdova, pesquisadora de internet na Kennedy School, em Harvard, esse modelo enforca a competição antes mesmo de ela começar."

A vantagem competitiva do WhatsApp é uma base de dados gigante sobre o que as pessoas fazem -mesmo que não seja possível ler o conteúdo das mensagens. Com Facebook, WhatsApp, Instagram e outros aplicativos, criam um monopólio de dados que dificilmente abrirão a competidores", afirma.

O WhatsApp é um dos poucos serviços incorporados gratuitamente em planos de operadoras de celular, sendo acessado por qualquer pessoa de forma gratuita.

Os cartões de débito movimentaram R$ 762,4 bilhões no Brasil em 2020, segundo a Abecs (Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços), crescimento de 14,8% em relação ao ano anterior.

Segundo o Sicredi, 5 milhões de associados poderão utilizar a funcionalidade. Banco do Brasil afirma que 23,3 milhões de cartões de clientes têm a função débito ativada. No Nubank, são 29,5 milhões com cartão combo e, no Inter, 10 milhões. Itaú e Bradesco não abriram os números.

Em termos de segurança, a transferência no Facebook Pay exige uma senha de seis dígitos ou a biometria em dispositivos compatíveis. O serviço de pagamentos é disponibilizado na última versão do WhatsApp. lo VAR.o total, 12 ocupados).
 

Comentários:

Nenhum comentário feito ainda. Seja o primeiro a enviar um comentário
Já Registrado? Acesse sua conta
Visitante
Domingo, 13 Junho 2021

Ao aceitar, você acessará um serviço fornecido por terceiros externos a https://tododia.com.br/