O asilo e casa de repouso Flor de Liz, onde morreram quatro moradoras por coronavírus, se desculpou publicamente à população de Americana em nota de esclarecimento divulgada nesta segunda (8). Na quinta-feira (4), a prefeitura confirmou a morte da quarta moradora do asilo, uma mulher de 81 anos, que tinha comorbidades e estava internada.
As duas primeiras mortes de moradoras do asilo aconteceram no dia 23 de maio, quando faleceram idosas de 69 e 71 anos. No dia 1° de junho, a terceira morte, uma moradora de 83 anos.
Segundo o asilo, seis moradores infectados já estão recuperados e uma está terminando a quarentena. Sete funcionários infectados também já se recuperaram.
“Viemos a público pedir desculpas por não conseguir evitar o inimigo invisível, apesar de todos os esforços”, diz trecho da nota, que agradece o trabalho e o empenho de seus profissionais, “que, apesar de toda a incerteza que esse vírus causa, se vestem de camadas de EPIs e de coragem, mantendo o isolamento de seus familiares para dar continuidade ao tratamento humanizado que tanto é prezado no Flor de Liz Residence”.
A nota foi publicada para esclarecer sobre as medidas tomadas para evitar o contágio do coronavírus entre moradores e colaboradores.
O asilo relata que no dia 13 março, quando a pandemia começava, funcionários fizeram treinamentos de orientação, que foram compartilhados com moradores, familiares, amigos e funcionários.
Em 7 de abril foi feito novo treinamento, para reforçar os usos dos EPIs (máscaras, luvas, óculos de proteção e touca) e a importância da troca e da higienização.
Os casos começaram a surgir no asilo a partir de 9 de maio. Onze moradores e sete funcionários foram infectados. “No último mês, portanto, todo o trabalho foi redobrado: testes rápidos em todos os funcionários e idosos; envio de relatório diário para os familiares e contato diário com a Vigilância Epidemiológica”, diz a nota.
A casa de repouso afirma que não há idosos e funcionários com sintomas ou sinais da doença e que uma idosa que está no final da quarentena passa bem e está estável.
Advogado do asilo, José Almir Curciol disse ao TodoDia que o contágio de coronavírus no Flor de Liz “ocorreu de forma imprevisível e inesperada, ante a todos os cuidados sanitários implementados pela casa, inclusive com treinamento e orientação para toda a equipe”. Ele afirma que o asilo sempre atendeu todas as exigências legais.
Curciol garantiu que não há riscos na casa de repouso. “Todo procedimento de restabelecimento foi acompanhado e aprovado por todas as autoridades sanitárias e pelo Comitê Municipal de Crise e Combate ao Coronavírus. Hoje a casa está totalmente livre do contágio, todas as medidas necessárias foram tomadas para garantir a saúde de todos”, disse.
O advogado destacou que o Flor de Liz recebeu apoio, carinho e solidariedade tanto dos familiares que perderam os entes queridos quanto dos funcionários e residentes da casa, incluindo os que foram infectados.
A partir do início dos casos, todas as medidas de higienização foram intensificadas.




