segunda-feira, 2 março 2026
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Americana confirma dois casos de mpox em 2026

Pacientes foram diagnosticados em janeiro, não precisaram de internação e já estão curados; outras cidades da região também registraram ocorrências da doença neste ano
Por
João Victor Viana
Ocorrências foram registradas em janeiro e envolvem dois homens; Sumaré, Hortolândia e Paulínia também tiveram confirmações neste ano. Foto: Freepik

A Vigilância Epidemiológica de Americana confirmou dois casos de mpox no município em 2026. De acordo com a Prefeitura, as ocorrências foram registradas em janeiro e envolvem dois homens, de 35 e 43 anos.

Segundo o órgão, ambos os pacientes evoluíram bem e já estão curados. Nenhum deles precisou de internação.

Casos confirmados na região
Além de Americana, outras cidades da região também registraram ocorrências da doença em 2026, como Sumaré, Hortolândia e Paulínia.

Em Sumaré, o caso confirmado foi de um homem de 37 anos, morador da Área Cura. Ele foi atendido no Hospital Ouro Verde, em Campinas, após início dos sintomas em 1º de janeiro, apresentou boa resposta ao tratamento e já recebeu alta médica.

Em Hortolândia, o paciente é um homem de 25 anos. A notificação de suspeita foi registrada em janeiro, e a confirmação da doença foi informada pela Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo na terceira semana de fevereiro; ele também recebeu alta.

O que é mpox e quais são os sintomas
Causada pelo vírus monkeypox, a doença pode ser transmitida por contato pessoal próximo com lesões na pele, fluidos corporais, sangue ou mucosas de pessoas infectadas. O sintoma mais comum é a erupção na pele, semelhante a bolhas ou feridas, que pode durar de duas a quatro semanas.

O quadro pode incluir febre, dor de cabeça, dores musculares, dores nas costas, apatia e gânglios inchados. A erupção cutânea pode afetar o rosto, as palmas das mãos, as solas dos pés, a virilha e as regiões genital e/ou anal.

Como a mpox é transmitida
O vírus pode se espalhar de pessoa para pessoa por meio do contato próximo com alguém infectado, incluindo falar ou respirar próximos, o que pode gerar gotículas ou aerossóis de curto alcance. Também pode ocorrer por contato pele com pele (como toque ou sexo vaginal/anal), contato boca com boca, ou contato boca e pele (como sexo oral ou beijo na pele).

O compartilhamento de objetos recentemente contaminados com fluidos ou materiais de lesões infectantes também pode transmitir a doença.

Mpox pode matar?
Na maioria dos casos, os sintomas desaparecem sozinhos em poucas semanas. Em algumas pessoas, porém, o vírus pode provocar complicações médicas e mesmo a morte, com maior risco para recém-nascidos, crianças e pessoas com imunodepressão pré-existente.

Quadros graves podem incluir lesões maiores e mais disseminadas, infecções bacterianas secundárias de pele, infecções sanguíneas e pulmonares. As complicações também podem se manifestar como encefalite, miocardite, pneumonia e problemas oculares.

Pacientes com mpox grave podem precisar de internação, cuidados intensivos e medicamentos antivirais para reduzir a gravidade das lesões e encurtar o tempo de recuperação. Dados disponíveis mostram que entre 0,1% e 10% das pessoas infectadas morreram, com variações conforme acesso a cuidados em saúde e imunossupressão subjacente.

*Com informações de Agência Brasil.

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