sábado, 14 março 2026

Americanense relata agressões por transfobia em festa no Zanaga

Laytima Remedi, de 29 anos, conta que teve hematomas e corte profundo na sobrancelha ocasionado por socos e chutes no rosto

A homofobia e a transfobia são crimes no país e podem dar de três a cinco anos de prisão, de acordo decisão do Supremo Tribunal Federal de 2019 (Foto: Reprodução)

Uma publicação que circula nas redes sociais denuncia um caso de agressão por suposta transfobia durante festa no bairro Zanaga, em Americana, na madrugada desta sexta-feira (8). Uma mulher trans relata que levou socos e chutes no rosto depois que ela e sua amiga, também trans, corrigiram um homem que as teria xingado e as chamado pelo pronome masculino (ele/dele). Um boletim de ocorrência online foi registrado na Polícia Civil.

Laytima Remedi, de 29 anos, alega que o agressor usava termos transfóbicos e as tratava como homens. Ela relatou que o homem usava termos como “boiola” e “viado” para se referir a elas.

“Quando minha amiga corrigiu ele, ele foi pra cima dela e ela reagiu, eu tentei separar a briga, mas fui agredida e jogada no chão, e nisso recebi vários socos e chutes no rosto”, contou Laytima ao TODODIA. Ela teve um corte profundo na sobrancelha ocasionado pela queda, segundo relato.

A redação ouviu o homem acusado de agressão, que alegou que se defendeu e que também teve hematomas no corpo causados pela briga com a amiga de Laytima.

Um boletim online foi registrado ainda na sexta-feira, com acusação de intolerância. Laytima lamenta a inexistência da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) no município, que é especializada em assuntos que envolvem a homotransfobia.

“Eu me sinto culpada, eu estou com medo, eu estou abalada fisicamente, mentalmente. Ver minha família chorar por medo de eu ser morta apenas por ser trans está me doendo ainda mais. Eu não desejo que nem meu pior inimigo passe por isso”, publicou Laytima em rede social.

A homofobia e a transfobia são crimes no país e podem dar de três a cinco anos de prisão, de acordo decisão do Supremo Tribunal Federal de 2019.

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