quarta-feira, 15 julho 2026
REPERCUSSÃO

Goodyear multada em Americana: prazo para limpeza vence e Cetesb anuncia nova vistoria em córrego, que segue com indícios de poluição

A Goodyear e a Prefeitura de Americana foram procuradas, mas não responderam aos questionamentos até o fechamento desta matéria
Por
Airan Prada

Mais de um mês depois de a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) multar a Goodyear em R$ 115,2 mil por despejos de graxa e óleo no Córrego Bertini, em Americana, o local segue com indícios de poluição. É o que apontam vídeos obtidos pela reportagem da TV TODODIA.

Além da multa, confirmada em 1º de abril deste ano, a empresa foi obrigada a recuperar e a limpar a área, medida que deveria ser comprovada em até 30 dias. Porém, o líder do grupo Amigos pela Natureza, Thiago Garcia, registrou, nesta terça-feira (26), que a água continua turva e as pedras seguem manchadas na mesma região, entre os bairros Jaguari e Nova Carioba.

Procurada, a Cetesb relatou que realizará uma nova vistoria no local, sem especificar a data.

A denúncia inicial foi feita pelo grupo Amigos pela Natureza. O primeiro indício foi identificado em 22 de março, Dia Mundial da Água. Foto: Thiago Garcia/Amigos pela Natureza

Histórico
A entidade pontuou ainda que, em 5 de maio, a Goodyear encaminhou um relatório com as medidas corretivas adotadas após o lançamento irregular.

Segundo o documento da empresa, foram realizadas ações emergenciais de limpeza, mas ainda permanecem resíduos pontuais no curso d’água, que seguem em avaliação técnica para a despoluição completa da área.

Em nota enviada três dias após a publicação desta matéria, a Goodyear citou “condições naturais” como justificativa para a poluição no córrego.

Leia a íntegra:

Compreendemos as preocupações levantadas e as tratamos com a máxima seriedade. A proteção ao meio ambiente e a atuação responsável nas comunidades onde vivemos e operamos são nossas prioridades. Adotamos medidas imediatas, incluindo a implementação de ações adicionais de contenção, a realização de limpeza e a definição de um plano de monitoramento contínuo para prevenir a recorrência. Seguimos trabalhando em estreita colaboração com a CETESB ao longo de todo o processo. Essas medidas têm se mostrado eficazes, e o cenário observado atualmente reflete uma combinação de condições naturais — como sedimentos e profundidade da água — em um curso d’água que recebe contribuições de múltiplas fontes. Reiteramos nosso compromisso com a responsabilidade ambiental, o cumprimento de todas as exigências regulatórias e a transparência junto às autoridades e à comunidade“.

A Prefeitura de Americana foi procurada, mas não respondeu aos questionamentos até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.

Entenda o caso
A denúncia inicial foi feita pelo grupo Amigos pela Natureza. O primeiro indício foi identificado em 22 de março, Dia Mundial da Água, durante uma ação de limpeza no local, quando o grupo encontrou uma cachoeira com grande quantidade de resíduo químico.

A reportagem da TV TODODIA esteve no ponto em 29 de março e constatou a situação: uma crosta escura, de aspecto pastoso, acumulada às margens da queda d’água que deságua no Rio Piracicaba.

*Atualizado em 31/05, às 18h48

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