terça-feira, 26 maio 2026
REPERCUSSÃO

Goodyear multada em Americana: prazo para limpeza vence e Cetesb anuncia nova vistoria em córrego, que segue com indícios de poluição

A Goodyear e a Prefeitura de Americana foram procuradas, mas não responderam aos questionamentos até o fechamento desta matéria
Por
Airan Prada
A denúncia inicial foi feita pelo grupo Amigos pela Natureza. O primeiro indício foi identificado em 22 de março, Dia Mundial da Água. Foto: Thiago Garcia/Amigos pela Natureza

Mais de um mês depois de a Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) multar a Goodyear em R$ 115,2 mil por despejos de graxa e óleo no Córrego Bertini, em Americana, o local segue com indícios de poluição. É o que apontam vídeos obtidos pela reportagem da TV TODODIA.

Além da multa, confirmada em 1º de abril deste ano, a empresa foi obrigada a recuperar e a limpar a área, medida que deveria ser comprovada em até 30 dias. Porém, o líder do grupo Amigos pela Natureza, Thiago Garcia, registrou, nesta terça-feira (26), que a água continua turva e as pedras seguem manchadas na mesma região, entre os bairros Jaguari e Nova Carioba.

Procurada, a Cetesb relatou que realizará uma nova vistoria no local, sem especificar a data.

Histórico
A entidade pontuou ainda que, em 5 de maio, a Goodyear encaminhou um relatório com as medidas corretivas adotadas após o lançamento irregular.

Segundo o documento da empresa, foram realizadas ações emergenciais de limpeza, mas ainda permanecem resíduos pontuais no curso d’água, que seguem em avaliação técnica para a despoluição completa da área.

A Goodyear e a Prefeitura de Americana foram procuradas, mas não responderam aos questionamentos até o fechamento desta matéria. O espaço segue aberto.

Entenda o caso
A denúncia inicial foi feita pelo grupo Amigos pela Natureza. O primeiro indício foi identificado em 22 de março, Dia Mundial da Água, durante uma ação de limpeza no local, quando o grupo encontrou uma cachoeira com grande quantidade de resíduo químico.

A reportagem da TV TODODIA esteve no ponto em 29 de março e constatou a situação: uma crosta escura, de aspecto pastoso, acumulada às margens da queda d’água que deságua no Rio Piracicaba.

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