O Hospital PUC-Campinas informou no sábado (25) que o Pronto-Socorro Adulto enfrenta um cenário de superlotação e, por isso, foi fechado para pacientes atendidos pelo SUS (Sistema Único de Saúde).
Motivo é a superlotação da unidade
Em nota divulgada à imprensa, a unidade destacou que está operando com uma ocupação 360% acima de sua capacidade instalada.
Atualmente, 14 pacientes necessitam de cuidados intensivos e 46 estão acomodados em macas nos corredores, uma consequência direta da alta demanda por atendimento.
Diante desse contexto, o Hospital Puc-Campinas afirma que não dispõe de condições seguras para receber novos encaminhamentos via SUS.
Por isso, uma solicitação foi feita à Regulação Municipal para a avaliação do direcionamento de pacientes para outras unidades de saúde a fim de garantir a continuidade e a segurança da assistência.
Orientações
A recomendação é que, em casos de emergência médica, os moradores de Campinas procurem as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) ou as UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) mais próximas. A medida visa desafogar a alta complexidade do Hospital.

Pronunciamento da Secretaria de Saúde
A Secretaria de Saúde da Prefeitura de Campinas também se pronunciou sobre a situação. De acordo com a pasta, a Regulação Municipal fez todas as articulações necessárias com os hospitais conveniados para o encaminhamento dos pacientes para os leitos existentes.
Das 7h de quinta-feira (23) às 9h de sexta (24), o Samu (Serviço de Atendimento Médico de Urgência) encaminhou 38 pacientes para a Rede Mário Gatti, sendo oito para o Hospital da PUC-Campinas e sete para o HC (Hospital de Clínicas) da Unicamp.
Município pede redução de encaminhamentos
A Regulação Municipal também entrou em contato com o Estado para pedir a redução no encaminhamento de pacientes de outras cidades para os serviços municipais. Além disso, na segunda-feira (27), a UTI do Hospital Mário Gatti vai voltar a funcionar normalmente.
A administração municipal acrescentou que tem a ampliação de leitos SUS como uma das prioridades do governo e que está em constante negociação com hospitais privados e com o Estado. Um exemplo é o Hospital Metropolitano, que será construído pelo Estado em área doada pela Prefeitura de Campinas. A licitação da obra foi aberta em 10 de abril.
O Estado também deve organizar um chamamento público para até 100 leitos SUS na Casa de Saúde.





