sexta-feira, 3 julho 2026
POLÍTICA

Unicamp se posiciona após confusão registrada durante aula magna de Haddad na universidade

Manifestantes gritaram insultos e questionamentos durante a palestra; confusão terminou em agressões
Por
Emilly Ferreira
Vídeo publicado por Matheus Pereira mostra cortes de momentos da confusão Foto: reprodução/Redes sociais

A aula magna do ex-ministro da Fazenda e pré-candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), foi interrompida por uma confusão envolvendo integrantes do MBL (Movimento Brasil Livre) e participantes do evento, na noite de quinta-feira (2). A universidade se posicionou sobre o ocorrido nesta sexta-feira (3).

Segundo relatos, os manifestantes entraram no Teatro de Arena da universidade durante a palestra e passaram a a insultar o professor e fazer questionamentos sobre os descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), além de críticas ao aumento da chamada “taxa das blusinhas” e à realização do evento, que classificaram como campanha antecipada.

Enquanto Haddad permaneceu no palco, a confusão se estendeu para a área externa do Teatro, onde houve troca de agressões entre participantes do evento e manifestantes, com chutes, socos e empurrões. Os integrantes do MBL foram retirados do campus pela equipe de segurança.

Manifestantes relatam agressões
Integrantes do partido Missão, o pré-candidato a deputado estadual Matheus Pereira e o pré-candidato a deputado federal Gabriel Piauhy, publicaram vídeos nas redes sociais mostrando o momento em que Pereira é derrubado com uma rasteira por um segurança durante a retirada do local.

PT fala em violência política
Em nota, o Partido dos Trabalhadores classificou o episódio como um caso de violência política e afirmou que a ação teria sido premeditada para provocar conflitos e violência. “Pela segunda vez, integrantes desse grupo político de extremistas provocam conflitos em atos políticos do nosso pré-candidato”. Fernando Haddad não se manifestou sobre a confusão.

Unicamp condena tumulto
Também em nota, a Unicamp condenou os episódios de violência:

“A Reitoria da Universidade Estadual de Campinas condena veementemente os atos de violência e tumulto registrados no transcurso da aula magna realizada na noite de 2 de julho, no Teatro de Arena da Universidade.

A interrupção, por meio de agressões, de uma atividade acadêmica aberta à comunidade é inaceitável e contraria os princípios mais fundamentais da instituição.

A Unicamp reafirma seu compromisso histórico com a liberdade de expressão, o pluralismo de ideias e o debate qualificado — valores essenciais de qualquer universidade pública e da própria democracia.

Divergências políticas e ideológicas são bem-vindas e devem ser expressas dentro do respeito mútuo e das regras do debate acadêmico, jamais por meio de violência ou intimidação.

A Reitoria informa que apura os fatos ocorridos e adotará as medidas cabíveis, em conjunto com as instâncias internas competentes.

A Universidade permanecerá um espaço livre, seguro e plural para a construção do conhecimento e o exercício da cidadania.”

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