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Consórcio empresarial quer assumir Viracopos

Empresas fazem proposta pela concessão do aeroporto em Campinas, que está em Recuperação Judicial

Um consórcio empresarial composto pela IG4 Capital e pela Zurich Airport fez uma proposta para assumir o controle da concessão do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), que segue em recuperação judicial desde maio.

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A proposta foi protocolada no processo judicial na semana passada e ainda precisa ser avaliada pela Justiça.

Atual concessionária do aeroporto, a Aeroportos Brasil Viracopos S.A. (formada pela a UTC Participações, Triunfo Participações e Egis) tem uma dívida de R$ 2,88 bilhões com o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e outros quatro bancos privados, fornecedores, entre outros.

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De acordo com a assessoria de imprensa da IG4 Capital, o valor a ser investido em Viracopos, caso a empresa tenha sua proposta aprovada, seria entre R$ 150 milhões e R$ 400 milhões, a ser definido após due dilligence (terminologia utilizada no âmbito de aquisições corporativas para se referir ao processo de busca de informação sobre uma empresa – uma espécie de auditoria).

“A proposta foi apresentada para a juíza da Recuperação Judicial. É uma tentativa de solução de mercado para permitir que o aeroporto saia da situação delicada em que se encontra. O investimento previsto depende de due dilligence e parte da dívida seria convertida em participação acionária, parte teria prazo e condições de pagamento renegociadas”, informou a assessoria da IG4 Capital, empresa brasileira de gestão de ativos alternativos, focada em private equity e private credit (duas modalidades de investimentos internacionais). A Zurich é suíça e já atua no Brasil, operando nos aeroportos de Florianópolis (SC) e Belo Horizonte (MG).

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A Aeroportos Brasil Viracopos, concessionária responsável pela exploração e operação do terminal, confirma que foi protocolada no processo de Recuperação Judicial da Concessionária uma Carta de Intenções, não vinculante, com sugestão para solução da viabilidade financeira do ativo. “As condições apresentadas na Carta de Intenções serão avaliadas pela concessionária e seus acionistas, em conjunto com seus assessores jurídicos e financeiros, não havendo no momento nenhum posicionamento sobre o tema. Para eventual aceite da sugestão, ou parte dela, deverá haver consentimento não só dos atuais acionistas da concessionária, como também dos credores da concessionária, dentre os quais os bancos financiadores e a ANAC (Agência Nacional da Aviação Civil), dentro do processo de Recuperação Judicial”, informou.

Segundo a assessoria de Imprensa da empresa, a concessionária e seus acionistas entendem que a concessão do Aeroporto Internacional de Viracopos é um ativo de qualidade e apresenta grande potencial de crescimento de receita, além de viabilidade econômico-financeira, caso haja flexibilização de todos os envolvidos na Recuperação Judicial.

O pedido de Recuperação Judicial foi fortemente pautado pela crise que assolou o país nos últimos anos, causando frustração de receita de passageiros e de cargas no período de 2013 a 2018. “Apesar dos motivos que levaram Viracopos a entrar com o pedido de Recuperação Judicial, o aeroporto foi eleito pelos passageiros, pela nona vez desde o início da concessão em 2012, o Melhor Aeroporto do Brasil, de acordo com pesquisa da SAC (Secretaria Nacional de Aviação Civil). Ainda, em abril deste ano, recebeu o prêmio de Melhor Aeroporto de Carga do Mundo, na categoria até 400 mil toneladas/ano, o que apenas reforça a confiança dos acionistas na viabilização desta concessão”, ressaltou a assessoria da empresa.

 

 

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