quinta-feira, 14 maio 2026
ALERTA

Lagoa de Cosmópolis registra diversas mortes de aves; caso está sob investigação

Prefeitura acompanha análises da CETESB e exames veterinários para identificar causas dos casos
Por
Thayla Nogueira
Segundo a veterinária, as aves chegaram debilitadas e apresentavam sinais neurológicos importantes. Foto: Thayla Nogueira/TV TODODIA

A morte de aves registrada na Lagoa da Cosmo, no bairro Vila Cosmo, em Cosmópolis, mobilizou nesta semana equipes da Vigilância em Zoonoses, Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo e órgãos ambientais. O caso segue sob investigação e, até o momento, doenças transmissíveis para humanos já foram descartadas pelas autoridades sanitárias.

Em nota oficial, a Prefeitura de Cosmópolis informou que tomou conhecimento da situação após a morte de patos e um ganso no local. Segundo o município, equipes técnicas adotaram imediatamente as providências necessárias para apurar as possíveis causas da ocorrência.

A administração municipal também informou que médicos veterinários especializados em aves foram acionados para emitir parecer técnico sobre o caso. Paralelamente, a CETESB (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) realizou coleta de material na lagoa para auxiliar nas análises ambientais. “A Prefeitura segue acompanhando o caso e reforça seu compromisso com a transparência e com a preservação ambiental”, informou a nota.

Animais apresentaram sintomas neurológicos
De acordo com a médica veterinária e responsável técnica do Departamento de Zoonoses, Dra. Dâmares Pereira de Almeida, quatro aves foram oficialmente registradas com sintomas graves: três gansos e uma garça.

Dos animais atendidos, três morreram e um ganso permanece internado em uma clínica veterinária parceira, em Americana. “Casos oficiais que a gente tem registro são três gansos e uma garça. Dois gansos morreram, a garça também morreu, e um dos gansos segue internado”, explicou.

Segundo a veterinária, as aves chegaram debilitadas e apresentavam sinais neurológicos importantes. “Eles apresentavam ataxia de membro, não conseguiam andar e também tinham secreção na orofaringe”, afirmou.

Ainda segundo a responsável técnica, os animais receberam os primeiros atendimentos com monitoramento clínico, medicações, analgésicos e anti-inflamatórios.

Doenças transmissíveis foram descartadas
Após os primeiros registros, a prefeitura acionou a Defesa Agropecuária do Estado de São Paulo para acompanhamento da situação. A investigação trabalha com diferentes hipóteses para identificar a causa das mortes.

Entre as doenças descartadas até o momento estão a influenza aviária e a febre do nilo, ambas consideradas zoonoses com potencial de transmissão para humanos. “Até o momento, não há indícios de doenças transmissíveis para humanos”, destacou Dra. Dâmares.

Segundo ela, a suspeita atual é de um processo patológico coletivo entre as aves, compatível com um possível surto de encefalite na população de animais da lagoa. “A suspeita atual é de um processo patológico entre os animais, compatível com algum surto de encefalite nessa população de aves”, explicou.

Alimentação inadequada também é investigada
Outra linha de investigação considerada pelas equipes técnicas envolve a possibilidade de intoxicação alimentar. Durante as vistorias realizadas no entorno da lagoa, foram encontrados restos de alimentos inadequados oferecidos às aves pela população. “Pode ter relação com botulismo, devido à alimentação inadequada. Havia milho e comida estragada sendo fornecida pela população”, disse a veterinária.

A médica veterinária alertou que alimentar aves em áreas urbanas pode provocar desequilíbrios e favorecer a proliferação de doenças, especialmente em grupos grandes de animais.

Segundo ela, ocorrências semelhantes não são comuns em ambientes urbanos e geralmente são registradas em criadouros com alta concentração de aves.

Quatro aves foram oficialmente registradas com sintomas graves: três gansos e uma garça. Foto: Reprodução/Redes Sociais

Prefeitura orienta moradores
Enquanto os exames seguem em andamento, a orientação da Prefeitura de Cosmópolis é para que moradores evitem contato com aves doentes ou mortas e não alimentem os animais da lagoa. “A recomendação é não entrar em contato com os animais doentes e acionar a Zoonoses para retirada”, reforçou Dra. Dâmares.

O atendimento da Vigilância em Zoonoses pode ser acionado pelo telefone (19) 3812-3160.

A prefeitura informou ainda que novas informações serão divulgadas após a conclusão dos laudos laboratoriais e ambientais.

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