Dobra o número de mortes por gripe

O número de pessoas que morreram em Campinas por conta da gripe, neste ano, dobrou. A prefeitura confirmou mais três casos, ontem, elevando o número para seis. Nenhuma das vítimas tinham tomado a vacina.
“Todas as mortes aconteceram com pessoas de grupos de vulnerabilidade, não vacinadas. Em alguns grupos, como o de grávidas, por exemplo, a cobertura está baixa (61,09%). A vacina veio em seguida a uma enorme epidemia no hemisfério Norte. As pessoas precisam se vacinar”, disse o secretário de Saúde Carmino Antonio de Souza.
De acordo com o Devisa (Departamento de Vigilância em Saúde), foram vacinadas 213.956 pessoas dos grupos prioritários, o que representa uma cobertura de 82,94%. A meta é atingir 90%
Em 2018, a dose protege contra as gripes A (H1N1 e H3N2) e B. A composição da vacina muda todo ano, de acordo com as cepas do vírus da gripe que estão em circulação no período. Por isso, as pessoas precisam se vacinar anualmente para evitar complicações causadas pela gripe e doenças graves, como pneumonia.
De acordo com a prefeitura, neste ano, foram registrados 53 casos de gripe, sendo 25 de H1N1, 17 de H3N2, 10 de gripe A não subtipada e um por gripe B. Destas, seis pessoas morreram, sendo uma por H1N1, quatro por H3N2 e uma por gripe A, não subtipada.
As três últimas confirmações foram uma mulher de 83 anos com pneumopatia crônica, que teve H3N2; um homem de 64 anos, diabético, que teve gripe A não subtipada; e uma criança de 1 ano, com pneumopatia crônica, que teve H1N1.
Os demais casos de óbitos foram todos por H3N2: uma mulher de 45 anos, obesa e com asma; uma mulher de 83 anos e tabagista; e um homem de 91 anos e com doença neurológica. Ainda segundo a Administração, em todos os casos, as pessoas eram dos grupos de risco e não estavam vacinadas.
CAMPANHA
A campanha de vacinação contra a gripe continua nos 64 centros de saúde de Campinas. As vacinas estão disponíveis para pessoas de 60 anos ou mais, crianças a partir de seis meses e menores de cinco anos, trabalhadores da saúde, professores das redes pública e privada, povos indígenas, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas privadas de liberdade, funcionários do sistema prisional e doentes crônicos. Desde 25 de junho, crianças com idade entre 5 e 9 anos e adultos de 50 a 59 também podem se vacinar. As doses serão aplicadas até o fim dos estoques.
Para tomar a vacina, o paciente deve levar carteira de vacinação ou documento de identidade. Os doentes crônicos devem apresentar receita ou prescrição médica.
Pessoas com doenças agudas graves e febre (moderada ou alta) devem esperar a melhora do quadro clínico para receber a dose.

 

N. Odessa pede atualização

A Secretaria de Saúde de Nova Odessa está alertando a população para a atualização de vacinas, com o objetivo de atualizar a cobertura vacinal da cidade. De acordo com a Administração, as UBSs (Unidades Básicas de Saúde) estão com os estoques abastecidos e vacinando normalmente.
O clima seco desta época do ano facilita a propagação de vírus e bactérias que podem resultar em diversas doenças. “Identificamos que existe uma defasagem na cobertura vacinal da população, principalmente de crianças e idosos. Por isso estamos orientando a população para que corra para os postos de saúde. A vacina é de extrema importância para salvar vidas, já que previne as enfermidades”, afirmou o secretário de Saúde, Vanderlei Cocato.
Segundo ele, podem ser imunizadas crianças, adultos e idosos. “As vacinas não são necessárias apenas na infância. Elas também são de extrema importância na vida adulta e na melhor idade”, afirmou. O secretário lembrou que a vacinação protege não apenas aqueles que recebem a vacina, mas também ajuda a comunidade como um todo. | DA REDAÇÃO

 

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