quarta-feira, 24 julho 2024

Du Cazellato vence e é o novo prefeito de Paulínia

O vereador Du Cazellato (PSDB) foi eleito o novo prefeito de Paulínia para o mandato-tampão até 31 de dezembro de 2020, com Sargento Camargo (PSDB) como vice, da coligação “Paulínia com Atitude” (PSDB/PL). Cazellato obteve 13.119 votos (26,99% dos votos válidos), segundo os dados divulgados pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). A apuração foi concluída por volta das 18h20 de hoje. Ele deverá ser diplomado pela Justiça Eleitoral até o próximo dia 4 de outubro.

Sargento Camargo e Du Cazellato

Em segundo lugar, ficou Nani Moura (MDB), com 11.211 votos (23,06% dos votos válidos) e, em terceiro, Tuta Bosco, com 9.485 votos (19,51%). Na sequência, vêm Antonio Miguel Ferrari, o Loira (DC), atual prefeito interino, com 5.535 votos (11,39%); Capitão Cambuí ( PSL), com 4.361 votos (8,97%); Coronel Furtado (PSC), com 1.913 votos (3,94%); Angela Duarte (PRTB), com 1.212 votos (2,49%); Custódio Campos (PT), com 1.054 votos (2,17%) e Marcelo Barros (PSOL), com 723 votos (1,49%).

Em seu comitê, Cazellato comemorou a vitória e disse que irá fazer um trabalho focado em três pilares: saúde, educação e segurança. Ele também afirmou que, mesmo sendo um mandato curto, conseguirá retomar o desenvolvimento da cidade. “Já estive na Prefeitura e mostrei que em pouco tempo dá para fazer alguma coisa. Tenho certeza que em um ano e quatro meses vai dar pra fazer muita coisa”, afirmou o prefeito eleito.

Cazellato e seu vice têm a missão de administrar uma das mais ricas cidades do País – Paulínia possui o maior PIB por habitante do Brasil, segundo dados de 2016 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) -, com um Orçamento público de R$ 1,5 bilhão neste ano, o segundo maior da RMC (Região Metropolitana de Campinas).

Mas também terão muitos desafios, como o de pacificar as relações políticas da cidade – que teve 13 trocas de prefeito desde 2013 – e promover a retomada do desenvolvimento do município, que carece de melhorias em áreas como saúde e infraestrutura urbana.

Ele já esteve à frente da Prefeitura de Paulínia de novembro de 2018 a janeiro deste ano, quando assumiu o cargo interinamente, após a saída do então prefeito Dixon Carvalho (PP) e de seu vice, Sandro Caprino (PRB), que foram cassados pelo TRE (Tribunal Regional Eleitoral) por abuso de poder econômico e arrecadação ilícita de recursos em 2016.

CLIMA

A eleição transcorreu em clima de tranquilidade. Os pouco mais de 73 mil eleitores compareceram aos 23 locais de votação. Segundo o Cartório Eleitoral de Paulínia, foram registradas apenas três ocorrências de urnas que tiveram de ser trocadas. Pela manhã e início da tarde, o movimento foi intenso nas seções eleitorais.

O aposentado Jorcerlândio de Sá Pedrosa lamentou ter de voltar às urnas mais cedo para a escolha do prefeito. “Acho triste, é uma situação lamentável. O ideal era quem ganhasse ficar os quatro anos para realmente fazer alguma coisa pela cidade”, comentou, logo após votar no colégio Porphírio da Paz, no Centro. “Espero que, agora, nesse curto espaço de tempo, o novo prefeito consiga pelo menos equilibrar a cidade. A prioridade, pra mim, é a saúde”, completou.

Já a desempregada Maria do Carmo dos Santos Moura disse que espera que o novo prefeito cumpra as promessas de campanha. “O mais importante para mim é a saúde e a educação. Também tem que ter projeto para os idosos e para as crianças. O meu voto é pela cidade”, disse.

DESAFIOS

O novo prefeito eleito enfrentará não apenas a desconfiança de boa parte dos 73,1 mil eleitores da cidade – que passaram, nos últimos cinco anos, por duas cassações de mandatos políticos e por uma intensa disputa pelo cargo de prefeito interino – como também uma lista de demandas que envolvem Saúde, Infraestrutura, Trânsito, Transporte, Educação, entre outros.

Na Saúde, por exemplo, a rede não tem dado conta de uma demanda que só aumenta, não apenas pela necessidade dos moradores, mas principalmente por aqueles que vem de outras cidades da região buscar atendimento nas Unidades Básicas de Saúde de Paulínia. A cidade tem 109 mil habitantes, mas, segundo a prefeitura, tem ao menos o dobro de prontuários registrados nas UBSs. Tudo isso fora a falta de medicamentos disponíveis nessas unidades.

O trânsito também está no rol das prioridades que o novo governo terá de enfrentar. No setor de Educação, o que se sabe é que nem todas as escolas municipais de Paulínia possuem estruturas semelhantes, há atraso de um ano na entrega dos kits de uniforme escolar e há falta de professores na rede.

Por fim, a empresa que opera o transporte público da cidade tem se mantido desde 2015 por meio de contratos emergenciais e o serviço prestado tem provocado críticas dos usuários, pelo tempo de espera nos pontos de parada e superlotação dos carros. O edital para concessão do serviço foi impugnado em janeiro deste ano.

RESULTADO DA ELEIÇÃO DE PAULÍNIA

Du Cazellato (PSDB) 13.119 votos (26,99%) – eleito
Nani Moura (MDB) 11.211 votos (23,06%)
Tuta Bosco (PPS) 9.485 votos (19,51%)
Antonio Miguel Ferrari, o Loira (DC) 5.535 votos (11,39%)
Capitão Cambuí ( PSL) 4.361 votos (8,97%)
Coronel Furtado (PSC) 1.913 votos (3,94%)
Angela Duarte (PRTB) 1.212 votos (2,49%)
Custódio Campos (PT) 1.054 votos (2,17%)
Marcelo Barros (PSOL) 723 votos (1,49%)

Com Rita Hennies, especial para o TodoDia

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