domingo, 28 junho 2026

Em meio a confronto com a polícia, chefe de quadrilha morre em Hortolândia

Homem é acusado de ser “o cabeça” de organização criminosa que fechou acessos de Guarapuava para tentar assaltar transportadora de valores 

Outras duas pessoas suspeitas de envolvimento no caso morreram em São Paulo, também após confronto com polícia (Foto: Divulgação)

Acusado de chefiar uma quadrilha e tentar assaltar uma transportadora de valores, em Guarapuava, no Paraná, em abril, morreu nesta terça-feira (20), em Hortolândia, após confronto com a polícia, que cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão contra a organização criminosa suspeita de realizar o ataque. Antonio Silva, de 62 anos, foi morto.

Outras duas pessoas suspeitas de envolvimento no caso morreram em São Paulo, também após confronto com polícia, e 17 foram presas somente nesta terça-feira (20) em ação conjunta das polícias Civil, Militar e Científica do Paraná e das polícias Civil e Militar de São Paulo.

A megaoperação foi desencadeada em Hortolândia, Piracicaba, Campinas e outras cidades dos estados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Mais cinco suspeitos morreram em outras ações que resultaram nas prisões desta terça-feira. Ao todo, 24 pessoas foram presas desde o início das investigações.

As polícias do Paraná identificaram os membros da organização criminosa após intensos trabalhos e investigações de alta complexidade durante cinco meses. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Paraná, os criminosos se uniam para concretizar o crime a partir do domínio do município, fechando os acessos das cidades e agindo com violência e armamento pesado.

“Eles possuem passagens por outros crimes como roubo a banco e de cargas, tráfico de armas e drogas, extorsão mediante sequestro e outros. Durante as investigações, verificamos que os criminosos utilizavam as quantias roubadas para comprar itens de luxo, viagens, procedimentos estéticos e ostentar riqueza nas redes sociais”, relatou a SSP.

A ação dos criminosos aconteceu entre a noite do dia 17 e a madrugada do dia 18 de abril deste ano, no município de Guarapuava. Na ocasião, os criminosos fecharam os acessos da cidade e fizeram moradores reféns, utilizando-os como escudos humanos. Porém, não tiveram sucesso no crime, pois não conseguiram chegar até o cofre da transportadora de valores.

Durante a ação, os indivíduos atearam fogo em seis veículos, sendo que dois deles foram queimados em frente ao 16 º Batalhão da Polícia Militar, com o intuito de dificultar a ação policial. Além disso, eles abandonaram sete carros.

Os criminosos estavam equipados com veículos blindados e armamento pesado como fuzis calibres .762, .556 e, inclusive .50, que é um tipo de armamento de uso exclusivo das Forças Armadas, utilizado em artilharia antiaérea. Ainda segundo a SSP, eles possuíam mochilas de mantimentos, com kits de primeiros socorros e capacetes balísticos.

Antes da fuga, os criminosos entraram em confronto com policiais militares. Na ocasião, dois policiais foram baleados, sendo que o Sargento Ricieri Chagas morreu em combate.

“Os indivíduos deverão responder pelos crimes de organização criminosa, latrocínio, incêndio e explosão, porte ilegal de armas de fogo e explosivos, dano qualificado, receptação, sequestro e cárcere privado”, informou a SSP através de nota.

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