Homem é acusado de ser “o cabeça” de organização criminosa que fechou acessos de Guarapuava para tentar assaltar transportadora de valores
Acusado de chefiar uma quadrilha e tentar assaltar uma transportadora de valores, em Guarapuava, no Paraná, em abril, morreu nesta terça-feira (20), em Hortolândia, após confronto com a polícia, que cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão contra a organização criminosa suspeita de realizar o ataque. Antonio Silva, de 62 anos, foi morto.
Outras duas pessoas suspeitas de envolvimento no caso morreram em São Paulo, também após confronto com polícia, e 17 foram presas somente nesta terça-feira (20) em ação conjunta das polícias Civil, Militar e Científica do Paraná e das polícias Civil e Militar de São Paulo.
A megaoperação foi desencadeada em Hortolândia, Piracicaba, Campinas e outras cidades dos estados do Paraná, São Paulo e Santa Catarina. Mais cinco suspeitos morreram em outras ações que resultaram nas prisões desta terça-feira. Ao todo, 24 pessoas foram presas desde o início das investigações.
As polícias do Paraná identificaram os membros da organização criminosa após intensos trabalhos e investigações de alta complexidade durante cinco meses. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Paraná, os criminosos se uniam para concretizar o crime a partir do domínio do município, fechando os acessos das cidades e agindo com violência e armamento pesado.
“Eles possuem passagens por outros crimes como roubo a banco e de cargas, tráfico de armas e drogas, extorsão mediante sequestro e outros. Durante as investigações, verificamos que os criminosos utilizavam as quantias roubadas para comprar itens de luxo, viagens, procedimentos estéticos e ostentar riqueza nas redes sociais”, relatou a SSP.
A ação dos criminosos aconteceu entre a noite do dia 17 e a madrugada do dia 18 de abril deste ano, no município de Guarapuava. Na ocasião, os criminosos fecharam os acessos da cidade e fizeram moradores reféns, utilizando-os como escudos humanos. Porém, não tiveram sucesso no crime, pois não conseguiram chegar até o cofre da transportadora de valores.
Durante a ação, os indivíduos atearam fogo em seis veículos, sendo que dois deles foram queimados em frente ao 16 º Batalhão da Polícia Militar, com o intuito de dificultar a ação policial. Além disso, eles abandonaram sete carros.
Os criminosos estavam equipados com veículos blindados e armamento pesado como fuzis calibres .762, .556 e, inclusive .50, que é um tipo de armamento de uso exclusivo das Forças Armadas, utilizado em artilharia antiaérea. Ainda segundo a SSP, eles possuíam mochilas de mantimentos, com kits de primeiros socorros e capacetes balísticos.
Antes da fuga, os criminosos entraram em confronto com policiais militares. Na ocasião, dois policiais foram baleados, sendo que o Sargento Ricieri Chagas morreu em combate.
“Os indivíduos deverão responder pelos crimes de organização criminosa, latrocínio, incêndio e explosão, porte ilegal de armas de fogo e explosivos, dano qualificado, receptação, sequestro e cárcere privado”, informou a SSP através de nota.








