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TODODIA 28 de outubro de 2026
ECONOMIA REGIONAL

Para atrair novos investimentos, Hortolândia moderniza sua lei de incentivos fiscais

A nova legislação de Hortolândia reformula o programa de incentivo empresarial do município, amplia os setores atendidos e adapta as regras à Reforma Tributária federal

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Proposta da Prefeitura da cidade (foto) foi aprovada pela Câmara Municipal neste mês. Foto: Prefeitura de Hortolândia

A Prefeitura de Hortolândia modernizou a legislação de incentivos fiscais com o objetivo de atrair novas empresas, ampliar a geração de empregos e aumentar a arrecadação municipal. A Lei Municipal nº 4.614/2026, que institui o Proemph (Programa de Incentivo Empresarial de Hortolândia), substitui a norma anterior, de 2023, e já está em vigor.

A proposta foi apresentada pelo prefeito Zezé Gomes (Republicanos) e aprovada pela Câmara Municipal. Entre as principais mudanças está a adequação à Reforma Tributária federal, com a incorporação de conceitos como VA (Valor Adicionado), IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e IPM (Índice de Participação dos Municípios).

Programa amplia alcance
Segundo a administração municipal, o programa busca incentivar tanto a instalação de novas empresas quanto a ampliação das atividades das que já atuam na cidade.

De acordo com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Inovação, Gerson Ferreira, a nova versão amplia o perfil de empresas contempladas e passa a incluir setores industriais, comerciais, de serviços, além de imobiliárias, construtoras, incorporadoras e startups.

Novo critério econômico
Outra alteração está no critério adotado para concessão dos incentivos. Antes, a avaliação considerava principalmente o aumento da arrecadação de tributos como ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e ISS (Imposto Sobre Serviços).

Com a nova lei, passa a ser utilizado o conceito de Valor Adicionado, que mede o impacto da atividade econômica na receita municipal.

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Sustentabilidade e tributos
O programa também passa a incorporar diretrizes ambientais e de sustentabilidade. A legislação inclui a TMRS (Taxa de Manejo de Resíduos Sólidos) entre os tributos contemplados, ao lado de ISS, IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis).

Além disso, as empresas interessadas deverão adotar práticas alinhadas ao conceito ESG (Environmental, Social and Governance).

Prazo maior e exigência de contrapartidas
O prazo de concessão dos incentivos fiscais foi ampliado. Pelo novo modelo, os benefícios podem ser concedidos por até 10 anos, com possibilidade de prorrogação por mais 10 anos.

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Na legislação anterior, o prazo geral era de cinco anos, podendo chegar a 10 anos no caso do IPTU. O processo de solicitação também foi simplificado, permitindo adesão por meio de Protocolo de Intenções junto à Prefeitura.

O programa mantém a exigência de contrapartidas por parte das empresas beneficiadas, mas com aumento no percentual mínimo. Antes, a exigência era de até 3% do valor do IR (Imposto de Renda). Com a nova lei, as contrapartidas devem corresponder a, no mínimo, 200% do valor dos incentivos recebidos.

Modelo voltado a resultados
Segundo a administração municipal, o novo Proemph adota um modelo orientado a resultados econômicos, com foco no impacto direto na arrecadação e no desenvolvimento local.

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Vagner Salustiano Repórter do TODODIA.
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