
Inaugurado no dia 13 de abril de 2026, o novo viaduto sobre a linha férrea entre a Vila São Francisco e a Vila Real, na região central de Hortolândia, apresentou acúmulo de água em um de seus acessos após a chuva registrada no final da tarde de terça-feira (28).
Imagens gravadas por motoristas mostram a água acumulada no trecho onde a pista no sentido centro-bairro da Avenida São Francisco de Assis se conecta ao viaduto, na Vila Real.
Condutores reduziram a velocidade e tentaram desviar pela faixa da esquerda, onde havia menor volume de água, para conseguir acessar a estrutura.
Os registros indicam que a enxurrada desce pela avenida e se concentra no ponto mais baixo, justamente no início do viaduto.
Prefeitura cobra solução da Rumo
Procurada pela reportagem da TV TODODIA, a Prefeitura de Hortolândia informou na quarta-feira (29) que a Secretaria Municipal de Obras notificou a concessionária Rumo Logística assim que tomou conhecimento do problema.
Segundo a administração, o ofício solicita que a empresa responsável pela linha férrea e pela obra apresente uma solução para o alagamento registrado no Viaduto Monsenhor Décio Ravagnani, na Vila Real.
A Prefeitura não informou, no entanto, quais fatores podem ter causado o acúmulo de água no local.
De acordo com o Executivo, apesar da inauguração recente, a obra ainda não está totalmente concluída. Há operários no local realizando intervenções complementares, sendo que apenas a estrutura principal foi liberada para o tráfego.

Outro lado: a Rumo
A TV TODODIA também entrou em contato com a Rumo Logística, mas a concessionária não se manifestou até o fechamento desta reportagem. O espaço segue aberto.
Relembre os detalhes da obra
A construção do viaduto foi iniciada em 2024, com investimento de aproximadamente R$ 57 milhões por parte da concessionária. A estrutura tem 240 metros de extensão e 21 metros de largura, com quatro faixas de rolamento, além de calçadas e ciclovia.
A obra substituiu a antiga passagem em nível, onde havia interrupções frequentes do tráfego para a passagem de trens de carga, que podiam chegar a 2,5 quilômetros de extensão.
Segundo a Prefeitura, a intervenção também eliminou o risco de acidentes que ocorriam no local e deve reduzir o tempo de espera no trânsito entre as avenidas Santana e São Francisco de Assis.
Antes da obra, cerca de 22 mil veículos passavam diariamente pelo trecho. Com o novo viaduto, a estimativa é que o fluxo chegue a aproximadamente 30 mil veículos por dia.





