quarta-feira, 17 junho 2026
MEDIDAS DE SEGURANÇA

Ponte do Esqueleto recebe nova intervenção para reforçar segurança após morte de jovem

Salto de rope jump realizado sem as condições de segurança exigidas
Por
Nicoly Maia
Em Limeira, foi constatado que o município seria o principal ponto de acesso utilizado para a prática esportiva no local. Foto: Reprodução/ Wagner Morente

A Ponte do Esqueleto, local onde Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, morreu após um salto de rope jump sem as cordas de segurança, recebe uma nova intervenção para reforçar as medidas de segurança na região a partir desta quarta-feira (17). O trabalho inclui o fechamento de acessos irregulares e complementa ações emergenciais já executadas anteriormente no local.

A ação ocorre após uma reunião entre representantes da Secretaria do Patrimônio da União (SPU), da AGU (Advocacia-Geral da União), a prefeita de Cordeirópolis, Cristina Saad (União Brasil), e o prefeito de Limeira, Murilo Félix (Podemos), realizada na segunda-feira (15).

Acesso pela região de Limeira
Em Limeira, foi constatado que o município seria o principal ponto de acesso utilizado para a prática esportiva no local. Durante o encontro, o prefeito Murilo Félix informou que a administração municipal se comprometeu a reabrir uma vala que havia sido construída para impedir a entrada de pessoas na área, mas que posteriormente foi fechada sem o conhecimento da Prefeitura.

Já a Prefeitura de Cordeirópolis afirmou que o acesso à ponte pelo município sempre permaneceu bloqueado.

Divergência sobre responsabilidades
Segundo a administração municipal de Limeira, desde os primeiros posicionamentos após a morte de Maria Eduarda, a responsabilidade pela fiscalização, manutenção e controle de acesso à Ponte do Esqueleto é exclusivamente do Governo Federal.

Em contrapartida, a SPU (Secretaria do Patrimônio da União) afirmou, por meio de nota à TV TODODIA, que, embora a responsabilidade pela área seja federal, desde 2024 a SPU solicitou apoio das prefeituras da região para bloquear o acesso à ponte. Ainda de acordo com o órgão, a parceria permitiu o fechamento do local por alguns meses naquele ano.

Posteriormente, a reabertura do acesso teria sido discutida e defendida por empresários locais durante uma sessão na Câmara Municipal de Limeira.

Obras permanentes seguem sob responsabilidade federal
De acordo com a Prefeitura de Limeira, uma intervenção mais ampla não havia sido executada anteriormente devido a limitações operacionais por parte do Governo Federal. Diante desse cenário, o município foi acionado para prestar apoio na execução dos serviços emergenciais.

As obras estruturais permanentes, incluindo a construção de muros de contenção, a manutenção das valetas e demais medidas de fechamento da área, permanecem sob responsabilidade do Governo Federal.

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