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Meningite: exame vai definir bloqueio

Vigilância Epidemiológica aguarda teste em sangue de garota de Americana que morreu para divulgar ações

A Vigilância Epidemiológica de Americana aguarda o resultado do exame da adolescente Thaila Vitória Delafiori, de 12 anos, antes de definir os próximos procedimentos, como bloqueio com medicamento. O laudo clínico apontou morte por meningite bacteriana, como o TODODIA noticiou com exclusividade ontem. 

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Segundo a Vigilância Epidemiológica, o protocolo é que o bloqueio (fornecimento de antibiótico às pessoas que tiveram contato direto com a adolescente) seja feito em até dez dias.  A adolescente morreu às 4h56 de anteontem no Hospital Samaritano, em Campinas. 

“Por enquanto, a Vigilância aguarda resultado de um exame feito a partir de uma coleta de sangue da paciente, que havia sido realizada no Hospital Samaritano de Americana, uma vez que a confirmação do caso se deu por critério clínico e não laboratorial, para medidas de profilaxia”, diz nota da prefeitura. 

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A amostra de sangue foi enviada ao Instituto Adolfo Lutz, de Campinas, para tentar identificar o agente patológico e, assim, encerrar o caso. A assessoria do hospital onde a garota foi atendida confirmou a suspeita, lamentou o ocorrido e informa que aprimora os protocolos de atendimento aos pacientes (leia abaixo). 

De acordo com a Vigilância, a adolescente havia sido encaminhada, inicialmente, ao Hospital Samaritano de Americana, onde retornou por algumas vezes com sintomas como dor de cabeça, febre, dor de garganta e dificuldades para engolir. “Na última vez em que a paciente esteve na unidade hospitalar, apresentava confusão mental e seu quadro piorou muito, tendo inclusive que ser entubada”, informou. 

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O hospital a encaminhou à UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de uma unidade em Campinas, onde ela permaneceu até vir a óbito. “Tanto no hospital de Americana, quanto no de Campinas, não foi realizada a coleta de amostra específica para diagnóstico de meningite, o que impossibilita saber tratar-se de meningite bacteriana ou viral”, trouxe nota da prefeitura. 

Ontem, o avô da menina, Augusto Delafiori, 75, disse que a família ficou revoltada porque a vida da neta poderia ter sido salva se o exame tivesse sido realizado a tempo. Thaila teve os primeiros sintomas na segunda-feira (3) e faleceu na madrugada de anteontem (11). Ontem, a reportagem tentou ouvir novamente a família da garota, mas não conseguiu contato. 

CASOS 

Em janeiro deste ano, Americana registrou quatro casos de meningite – dois de etiologia viral e dois por bactérias – que evoluíram para cura. 

Em janeiro do ano passado foram três casos de etiologia viral, sendo que todos evoluíram para cura. De janeiro a dezembro do ano passado, Americana registrou 33 casos de meningite, sem nenhum óbito. 

SAIBA MAIS 

As vacinas disponíveis na rede pública de saúde são contra meningite por meningococo do sorotipo C e Haemophilus influenza B e pneumococo, e estão liberadas para crianças a partir de dois meses e reforço nos adolescentes no caso da vacina contra meningococo C, informa a Secretaria do Estado da Saúde. 

EM NOTA, SAMARITANO LAMENTA A MORTE  

A assessoria de imprensa do Hospital Samaritano encaminhou à reportagem uma nota em que lamenta a morte da jovem Thaila Vitória Delafiori, presta solidariedade à família e apura os fatos para apresentar esclarecimentos “a quem de direito”, no caso, os familiares da jovem. 

Segue, abaixo, a nota na íntegra:  

“Em consideração aos contatos e questionamentos formulados pela imprensa, o Hospital Samaritano se solidariza com os familiares e lamenta a perda, bem como declara que se coloca à disposição para eventuais esclarecimentos, sendo que maiores detalhes do atendimento médico serão informados somente às pessoas legalmente competentes e partes relacionadas ao caso, diante do sigilo médico e da proteção à intimidade da paciente. 

O Hospital Samaritano também irá apurar, interna corporis, os fatos e comunicará a quem de direito. 

Sem mais, o Hospital Samaritano declara que sempre atuará na medicina hospitalar com desenvolvimento e aprimoramento dos cuidados aos pacientes”.  

HORTOLÂNDIA REGISTROU DOIS CASOS SEM ÓBITOS NESTE ANO 

Hortolândia registrou dois casos de meningite neste ano – os dois virais – e os pacientes já evoluíram para cura, informou a prefeitura da cidade. Nova Odessa não registrou casos da doença neste ano. 

No ano passado, Hortolândia registrou 30 casos de meningite (17 virais e 13 bacterianas) ante 24 (15 virais e nove bacterianas) de 2018. Em 2018, a cidade registrou três óbitos, e, no ano passado, nenhum. 

No ano de 2019, Nova Odessa teve seis casos de meningite em adultos e adolescentes e registro de uma morte. Em 2018, foram dois casos em adultos e uma morte. A Secretaria da Saúde ressalta que não houve casos de mortes de crianças por meningite na cidade nos dois últimos anos, o que comprova a importância da vacina disponível na rede pública. 

A Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Saúde de Sumaré informou que não houve registro de meningite meningocócica na cidade ano passado, mas, no ano de 2018, foi registrado um caso desta doença, sem evolução a óbito. 

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VACINA | A vacinação é garantia de prevenir a doença

“A vacina contra meningite meningocócica C está disponível em todas a unidades de saúde. A recomendação da vacina contra a meningite meningocócica C é uma dose aos 3 meses, outra aos 5 meses e um reforço com 1 ano de vida. É indicado ainda tomar outro reforço entre 12 e 13 anos”, destaca a Vigilância. 

ESTADO 

No Estado de São Paulo, em 2019, foram contabilizados 6,1 mil casos de meningite (bacteriana, viral e outras não especificadas) e 358 óbitos. A informação é do Centro de Vigilância Epidemiológica. Destes, 1,5 mil casos foram de meningite bacteriana. de surtos localizados.  

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