Motoristas do transporte público de Paulínia paralisaram as atividades durante a madrugada desta quarta-feira (9). O serviço, operado de forma terceirizada pela empresa MOV, foi interrompido por algumas horas e voltou a funcionar ainda pela manhã.
A mobilização também afetou o transporte escolar e provocou lotação nos pontos de ônibus no início do dia. Segundo os trabalhadores, a principal reclamação é o atraso no pagamento de salários e benefícios, como vale-transporte e ticket.

Além das questões financeiras, os funcionários reivindicam melhorias no plano de saúde, na manutenção dos ônibus e nos equipamentos usados durante o trabalho.
Um dos representantes do movimento, o motorista Anderson, afirmou que os atrasos nos pagamentos ocorrem com frequência, embora não sejam registrados todos os meses. “Tem um tempo, vem até das administrações anteriores. Vem um tempo constantemente. Tem meses que até bate certo e alguns meses bate errado”, relatou.
Condições de trabalho
Os trabalhadores também demonstraram preocupação com a manutenção dos veículos utilizados no transporte de passageiros. “A questão do pagamento, vale, nosso plano de saúde e principalmente também a manutenção dos ônibus, ferramenta de trabalho para nós, que transportamos vidas humanas”, afirmou Anderson.
O representante disse ainda que a mobilização tinha como objetivo buscar diálogo, sem prolongar os impactos para a população. “Tudo que a gente quer é diálogo. A gente não quer causar confusão, não quer baderna. A gente só quer o que é correto, o que é certo, acordado”, declarou.
Retomada
A paralisação terminou durante a manhã. Os motoristas retornaram às garagens para retirar os ônibus e retomar as operações. Segundo os trabalhadores, 18 linhas do transporte municipal foram afetadas durante o período de mobilização.
Prefeitura afirma estar com obrigações em dia
Em nota, a Prefeitura de Paulínia informou que está em dia com as obrigações financeiras e administrativas junto às empresas responsáveis pelo transporte urbano e escolar.
A Administração Municipal lamentou os transtornos provocados pela paralisação e afirmou que continuará cobrando das empresas que atuam na cidade o cumprimento das obrigações trabalhistas e a garantia dos direitos dos funcionários.
Posicionamento da MOV
A TV TODODIA procurou a MOV para esclarecer as reclamações apresentadas pelos trabalhadores, incluindo os relatos de atrasos em salários e benefícios e as condições de manutenção dos veículos.
Até o fechamento desta reportagem, a empresa não havia enviado um posicionamento. Em contato telefônico com a reportagem, a MOV informou que o prazo mínimo para respostas é de sete dias. A reportagem permanece aberta para manifestação da empresa.





