domingo, 7 junho 2026
PROTEÇÃO

Projeto Sentinelas usa Krav Maga para fortalecer autoestima e segurança de mulheres em Paulínia

Iniciativa da Delegacia de Defesa da Mulher oferece aulas gratuitas de defesa pessoal, informação sobre a Lei Maria da Penha e orientação para busca de ajuda
Por
Thayla Nogueira

O Projeto Sentinelas, desenvolvido na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Paulínia, tem ajudado mulheres a fortalecer a autoestima, ampliar a sensação de segurança e aprender técnicas de autodefesa por meio de aulas gratuitas de Krav Maga. A iniciativa atende prioritariamente mulheres acompanhadas pela DDM, incluindo vítimas de violência doméstica, e abre vagas para a comunidade quando há disponibilidade, em parceria com a instrutora Cássia Zarelli.

Segundo a delegada da DDM, Dra. Bárbara Monteiro Vitorino, a proposta vai além da prática esportiva. “A mulher vai se sentindo mais empoderada, mais segura de si e adquire conhecimento. Sem falar na questão da segurança pessoal”, afirmou. Além dos exercícios físicos, as participantes recebem orientações sobre os tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha, aprendem a identificar sinais de relacionamentos abusivos e conhecem os caminhos para buscar apoio jurídico e psicológico.

Além dos exercícios físicos, as participantes recebem orientações sobre os diferentes tipos de violência previstos na Lei Maria da Penha. Foto: Thayla Nogueira/TV TODODIA

Autodefesa e transformação pessoal
Cássia Zarelli explica que as aulas são estruturadas para que as mulheres desenvolvam confiança e saibam agir em situações de risco. “A intenção é que ela consiga sair da situação, procurar ajuda e não se tornar mais um caso de feminicídio”, destacou. O curso tem dez encontros, nos quais as alunas aprendem técnicas de defesa pessoal, estratégias de prevenção, uso da voz para pedir ajuda, noções de primeiros socorros e orientações básicas de segurança envolvendo armas de fogo.

Entre as participantes está Thailuane Vitório, voluntária do projeto e também aluna. Ela afirma que a experiência mudou sua percepção sobre segurança. “Não é só reagir a uma agressão. É aprender a antecipar situações de risco e ter consciência do ambiente. Isso traz mais segurança e confiança”, relatou. Segundo Thailuane, o aprendizado ajudou a desenvolver postura e autoconfiança no dia a dia. “Agora eu consigo me posicionar. Só o fato de usar a voz e dizer que algo não está certo já foi um grande avanço para mim”, contou.

Novas turmas serão abertas
Uma turma do Projeto Sentinelas concluiu recentemente as atividades, mas a previsão é que novas vagas sejam abertas no segundo semestre deste ano. As inscrições e informações sobre futuras turmas são divulgadas pela instrutora nas redes sociais e pelos canais oficiais da Delegacia de Defesa da Mulher de Paulínia.

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