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TODODIA 19 de outubro de 2026
RMC
EM FISCALIZAÇÃO DA ARTESP

Fiscalização aponta falta de 12 viagens metropolitanas em Sumaré

Artesp registrou 34 partidas das 46 previstas em 14 linhas; Consórcio Bus+ é alvo de processo administrativo

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Fiscais vistoriaram as linhas metropolitanas na Rodoviária de Sumaré entre 6h e 8h. Foto: Artesp

Das 46 viagens previstas para sair ou passar pelo Terminal Rodoviário de Sumaré na manhã de quinta-feira (03), apenas 34 foram realizadas. O resultado representa o cumprimento de 74% da programação das linhas do transporte coletivo metropolitano.

Com isso, o Consórcio Bus+ deixou de cumprir 26% dos horários previstos durante a fiscalização realizada pela Artesp (Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo).

A operação ocorreu em meio a uma série de reclamações sobre atrasos, horários “perdidos” e superlotação nos coletivos operados pela empresa na RMC (Região Metropolitana de Campinas). Os problemas têm sido relatados principalmente nas linhas que atendem Campinas, Sumaré, Hortolândia e Monte Mor.

Somente nas linhas que partem, chegam ou passam pela Rodoviária de Sumaré, foram registradas 85 reclamações de usuários desde março. Desse total, 50 estão relacionadas a atrasos.

Desempenho é alvo de processo administrativo
A situação levou a Artesp a abrir um processo administrativo sancionador. O consórcio tem 60 dias para normalizar a operação de 36 linhas consideradas deficitárias pela agência.

Segundo a agência reguladora, que assumiu as atribuições da extinta EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), a medida foi tomada após a identificação de repetidos “descumprimentos contratuais durante fiscalizações”.

Na última quinta-feira, entre 6h e 8h, fiscais da Artesp vistoriaram nove linhas com partidas do Terminal Rodoviário de Sumaré: 636, 644, 652, 653, 654, 655, 668, 740 e 749.

Também foram fiscalizadas outras cinco linhas com passagem pelo terminal: 636EX1, 636PR2, 638, 652 e 740.

Das 46 viagens autorizadas para o período, 34 foram realizadas e 12 deixaram de ser cumpridas. Além dos problemas na programação, a Artesp registrou falhas em equipamentos obrigatórios e alguns atrasos.

Operação também verifica lotação dos ônibus
A fiscalização teve como foco a regularidade do transporte metropolitano na região. Os agentes verificaram o nível de “carregamento”, ou lotação, dos veículos, o cumprimento da programação e outros requisitos operacionais.

Segundo o superintendente de transporte coletivo da Artesp, Felipe Freitas, a ação faz parte de um esforço iniciado em março para que o Consórcio Bus+ cumpra o contrato e ofereça um serviço de qualidade aos passageiros.

Freitas afirmou que “a Agência determinou que o consórcio apresentasse um plano de melhoria e, como (isso) não ocorreu, agora estão sendo realizadas fiscalizações intensas, durante 60 dias, para forçar a melhoria da prestação de serviço dentro do que determina as regras contratuais”.

O superintendente também explicou que “essa ação”, “aliada ao processo administrativo, gera penalidades e pode chegar até a caducidade do contrato” – ou seja, à perda da concessão pelo Consórcio Bus+. A empresa opera uma frota de 400 ônibus, que realiza 130 mil viagens por mês na RMC e atende, em média, 3,2 milhões de passageiros a cada 30 dias.

Artesp promete “fiscalizações diárias”
A Artesp informou ainda que realiza fiscalizações diárias e contínuas em rodovias, terminais rodoviários e pontos estratégicos do Estado “para coibir irregularidades e garantir a segurança dos passageiros no transporte rodoviário e de fretamento”.

Nas operações, os agentes conferem a documentação, o cumprimento dos horários de partida, os itens de segurança e outros requisitos obrigatórios dos veículos, com o objetivo de verificar o cumprimento das obrigações legais pelas empresas.

Empresa cita falta de motoristas e congestionamentos
Questionado pela reportagem da TV TODODIA sobre o resultado da fiscalização em Sumaré, o Consórcio Bus+ reiterou os argumentos apresentados anteriormente.

A empresa atribuiu parte dos problemas nas linhas que atendem a RMC à falta de mão de obra qualificada, principalmente de motoristas. Segundo o consórcio, a escassez de profissionais tem afetado diretamente a operação do sistema.

Outro fator que prejudica o cumprimento dos horários, de acordo com o consórcio, são os congestionamentos frequentes nas rodovias da região, especialmente nos horários de pico da manhã e da tarde.

Para reduzir os impactos, o Consórcio Bus+ informou que está criando um programa próprio de formação de motoristas, voltado principalmente ao público feminino.

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Vagner Salustiano Repórter do TODODIA.
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