O SSPCIC (Serviço Social em Promoção da Cidadania Imaculada Conceição) inaugurou nesta sexta-feira (7) a Casa de Passagem “Madre Elisabeth Bruyere”, no Jardim Brasília, em Santa Bárbara d’Oeste. A unidade foi criada para acolher mulheres em situação de rua e extrema vulnerabilidade social.
A solenidade contou com a presença do prefeito Rafael Piovezan, do presidente do SSPCIC, Antonio Pereira, da coordenadora geral da entidade, Irmã Erika Soares da Silva, além de autoridades, profissionais da assistência social, representantes religiosos e colaboradores.

A Casa de Passagem é administrada pelo SSPCIC em parceria com a Prefeitura e o Governo Federal.
Atendimento começa em 17 de agosto
Apesar da inauguração, as primeiras mulheres serão acolhidas a partir de 17 de agosto. Até lá, as cuidadoras sociais passarão por capacitação para o atendimento das usuárias. O período também será utilizado para a chegada de novas doações e para a definição dos protocolos de encaminhamento, em conjunto com as equipes de abordagem social e do Centro POP.
A unidade terá funcionamento 24 horas e capacidade para acolher até oito mulheres simultaneamente.
Acolhimento vai além da moradia temporária
A proposta é oferecer mais do que um local para dormir. As mulheres terão acompanhamento técnico, escuta qualificada e encaminhamentos para serviços públicos. Entre as possibilidades estão atendimento na área da saúde, alfabetização e encaminhamento para oportunidades de inserção no mercado de trabalho.
O objetivo é fortalecer a autonomia das acolhidas, reconstruir vínculos familiares e sociais e criar condições para que elas possam superar a situação de rua. O município destinou R$ 264 mil para a manutenção da Casa de Passagem.
Funcionamento é diferente da Casa Abrigo
A nova unidade terá uma dinâmica diferente da Casa Abrigo, também administrada pelo SSPCIC e destinada a mulheres vítimas de violência. A Casa Abrigo mantém endereço sigiloso por questões de segurança. Já a Casa de Passagem possui localização pública.
As acolhidas também terão maior liberdade de circulação, desde que respeitem as regras estabelecidas pela unidade.
Homenagem a Madre Elisabeth Bruyere
A Casa de Passagem recebeu o nome de “Madre Elisabeth Bruyere” em homenagem à fundadora das Irmãs da Caridade de Ottawa. Nascida em 1818, Elisabeth Bruyere dedicou a vida ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade e à criação de escolas, hospitais e orfanatos.
Segundo a irmã Claricia Gramarim, Animadora Regional das Irmãs da Caridade de Ottawa no Brasil, a homenagem representa a continuidade do trabalho desenvolvido por Madre Elisabeth em defesa da dignidade das mulheres, crianças, migrantes e outras pessoas vulneráveis.
Durante a inauguração, os padres Kleber Danelon, da Paróquia Imaculada Conceição, e Cláudio Cesar de Carvalho, da Paróquia São João Batista, também participaram da cerimônia e abençoaram as instalações.
Prefeitura anuncia nova sede da área social
O prefeito Rafael Piovezan esteve presente na inauguração e anunciou a construção da nova sede da Secretaria de Desenvolvimento Social, no Jardim Linópolis. O espaço também deverá abrigar o Fundo Social de Solidariedade. Segundo o prefeito, o projeto executivo deve ser concluído nas próximas semanas e as obras devem começar em aproximadamente dois meses.
A previsão é de que a nova sede seja entregue no início de 2027.
DDM pode ganhar novo endereço
Outro anúncio feito durante o evento envolve a DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). O SSPCIC já presta atendimento psicossocial na unidade. Segundo o prefeito, a Administração Municipal conversa com o delegado Leonardo Freitas Silva sobre a possibilidade de transferência da DDM para outro imóvel.
A intenção é ampliar e melhorar a estrutura de atendimento, oferecendo mais cuidado, proteção e segurança às vítimas de violência.
Nova estrutura amplia rede de proteção
A Casa de Passagem amplia a rede de atendimento às mulheres em situação de vulnerabilidade em Santa Bárbara d’Oeste.
A proposta é integrar acolhimento, assistência social e encaminhamento para outros serviços públicos, criando condições para que as mulheres atendidas possam reconstruir vínculos, recuperar a autonomia e buscar alternativas para deixar a situação de rua.





