
O SSPCIC (Serviço Social em Promoção da Cidadania Imaculada Conceição) inaugura nesta quinta-feira (7) a Casa de Passagem “Elisabeth Bruyere”, destinada ao acolhimento de mulheres em situação de rua em Santa Bárbara d’Oeste. A cerimônia para convidados está marcada para as 15h, no Jardim Brasília.
A nova unidade foi implantada por meio de uma parceria entre o SSPCIC, a Prefeitura de Santa Bárbara d’Oeste e o Governo Federal. A entidade ficará responsável pela administração do serviço após vencer o edital de chamamento público. A Prefeitura oficializou um repasse de R$ 264 mil para a manutenção da casa de acolhimento.
Atendimento será 24 horas
A Casa de Passagem terá capacidade para atender até oito mulheres em situação de vulnerabilidade social. O objetivo é oferecer acolhimento temporário, proteção, escuta qualificada e encaminhamento para os serviços da rede de assistência social.
A estrutura conta com área arborizada, espaço gourmet e ambientes preparados para proporcionar acolhimento e convivência. Durante a permanência no local, as mulheres poderão participar de atividades internas, além de receber encaminhamentos para alfabetização e outros serviços públicos.
Objetivo é promover autonomia
Segundo a assistente social e irmã Maria Geni de Brito, a unidade atenderá mulheres que enfrentam diferentes situações de vulnerabilidade, como conflitos familiares, dificuldades de inserção no mercado de trabalho e problemas relacionados ao uso de álcool e outras drogas.
De acordo com ela, o trabalho será voltado ao fortalecimento da autonomia das acolhidas, buscando criar condições para que deixem a situação de rua e reconstruam seus vínculos familiares e sociais.
Regras diferem da Casa Abrigo
A Casa de Passagem terá funcionamento diferente da Casa Abrigo administrada pela entidade para mulheres vítimas de violência.
No novo serviço, as acolhidas terão maior liberdade de circulação, desde que respeitem as normas da unidade. Outra diferença é que a Casa de Passagem não terá endereço sigiloso, ao contrário da Casa Abrigo, cujo local é mantido em sigilo para garantir a segurança das vítimas de violência.
Coordenação ficará com assistente social
A coordenação da unidade será realizada pela assistente social Mailde da Cruz Prates, que possui experiência no atendimento a mulheres em situação de vulnerabilidade e já atuou na Casa Abrigo do SSPCIC.
Entre os desafios apontados pela coordenação estão o atendimento a mulheres sob efeito de álcool e outras drogas, com doenças transmissíveis e em condições precárias de higiene.
Projeto nasceu após debates sobre vulnerabilidade
A criação da Casa de Passagem começou a ser discutida durante uma capacitação promovida pela Secretaria Municipal de Educação, com participação dos juízes Iberê Dias e Elisabeth Roxo.
Durante os debates, foi identificada a necessidade de um serviço específico para mulheres em situação de rua. Segundo o juiz Iberê Dias, esse público enfrenta uma vulnerabilidade ampliada pela exposição à violência física e sexual e pelas desigualdades de gênero.
Homenagem a Elisabeth Bruyere
A unidade recebeu o nome de Elisabeth Bruyere, fundadora das Ico (Irmãs da Caridade de Ottawa). Nascida em 1818, ela dedicou sua vida à criação de escolas, hospitais, orfanatos e ao atendimento de pessoas em situação de vulnerabilidade, além de atuar durante epidemias no Canadá.
Segundo o presidente do SSPCIC, Antonio Pereira, a homenagem reforça o compromisso da entidade com o atendimento humanizado às mulheres em situação de vulnerabilidade e amplia a rede de proteção social do município.





