sábado, 13 junho 2026
SANEAMENTO BÁSICO

Santa Bárbara d’Oeste, Hortolândia e Piracicaba lideram ranking de saneamento básico na região

Estudo da ABES aponta que apenas 94 municípios brasileiros estão próximos da universalização dos serviços; 81 deles ficam em São Paulo
Por
Emilly Ferreira
Menos de 5% dos municípios brasileiros estão próximos da universalização do saneamento Foto: Conhecimento Científico

Santa Bárbara d’Oeste, Hortolândia e Piracicaba estão entre os municípios brasileiros mais próximos da universalização do saneamento básico, segundo o Ranking ABES da Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental. As três cidades da região alcançaram a categoria “Rumo à universalização”, a mais alta da classificação, destinada aos municípios que obtiveram mais de 489 pontos na avaliação.

Entre elas, Santa Bárbara d’Oeste registrou o melhor desempenho regional, com 498,48 pontos. O levantamento avaliou 2.258 municípios brasileiros, que concentram cerca de 80% da população do país. Apenas 94 cidades atingiram a categoria máxima, sendo 81 localizadas no Estado de São Paulo.

O ranking tem como objetivo oferecer um panorama comparável e baseado em evidências sobre a situação do saneamento básico no Brasil. As categorias permanecem fixas ao longo das edições para permitir o acompanhamento da evolução dos municípios ao longo do tempo.

Campinas e Americana na segunda categoria
Na categoria “Compromisso com a universalização”, destinada às cidades com pontuação entre 450 e 489 pontos, aparecem Campinas, Americana, Limeira e Paulínia, todas de grande porte, com notas entre 482,02 e 482,61. Nova Odessa também integra essa faixa de classificação entre os municípios de pequeno porte.

Já Sumaré, entre os municípios de grande porte, e Cosmópolis, na categoria de pequeno e médio porte, foram enquadradas em “Empenho para universalização”, a terceira faixa do ranking.

Como o ranking é calculado
O estudo utiliza dados oficiais do Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa) e considera cinco indicadores principais: abastecimento de água, coleta de esgoto, tratamento de esgoto, coleta de resíduos sólidos e destinação final adequada dos resíduos.

Cada indicador pode render até 100 pontos, totalizando uma pontuação máxima de 500. Quanto mais próximo desse valor, melhor o desempenho do município em relação à oferta dos serviços de saneamento.

A análise também leva em conta aspectos relacionados ao planejamento municipal, aos resultados obtidos na ampliação da cobertura dos serviços e aos impactos gerados na qualidade de vida da população.

Reflexos na saúde
Além dos indicadores de infraestrutura, o ranking avaliou a taxa de internações por Doenças Relacionadas ao Saneamento Ambiental Inadequado (DRSA), grupo que inclui enfermidades como diarreia, hepatite A, cólera e febre tifoide.

Os resultados mostram relação direta entre saneamento e saúde pública: quanto mais distante da universalização dos serviços, maiores tendem a ser as taxas de internação por doenças associadas à falta de acesso adequado à água tratada, coleta e tratamento de esgoto e manejo correto dos resíduos sólidos.

As metas estabelecidas pelo Marco Legal do Saneamento preveem que, até 2033, 99% da população brasileira tenha acesso à água potável e 90% seja atendida por coleta e tratamento de esgoto. O ranking busca monitorar o avanço dos municípios rumo a esses objetivos.

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