
Em Sumaré, nem mesmo o vento e o frio da manhã do feriado impediram que milhares de pessoas acompanhassem o Desfile da Independência do Brasil, na Avenida Rebouças. A grande expectativa era a participação, pela primeira vez, dos alunos das duas primeiras escolas municipais a adotarem o modelo cívico-militar de ensino.
A as crianças das escolas Magdalena Maria Vedovato Callegari, do Jardim Recanto dos Sonhos, na Região do Maria Antonia, e Eliana Minchin Vaughan, no Jardim Nova Terra, na Região do Matão, deram um show com seus uniformes azuis, abrindo o desfile.
Neste ano, a celebração teve como tema “Valores que Transformam o Futuro” e subtema “Unidos pela Paz, Sustentabilidade e Inclusão”, reunindo dezenas de escolas, órgãos públicos, instituições, grupos e representantes da comunidade.
Quem desfilou, adorou mesmo com o frio
Quem desfilou adorou a experiência, como aluna Aline Gabriely, de 10 anos, da EM Eliana Minchin Vaughan. “Achei muito legal (desfilar com o uniforme da escola cívico-militar), por várias coisas – é mais respeito com a polícia. Gostei (do uniforme)”, afirmou a estudante, que também está aprovando a mudança de paradigma na escola.

Também foi o caso da idosa Marina Emília de Souza, que realizou um sonho de infância ao sair no 7 de Setembro. “Eu achei muito gratificante, achei muito bonito estar participando aqui (do desfile) de Sumaré, né? Eu acho muito bonito e gosto disso. Não, não (desfilei quando era criança). E também porque eu não tive estudo, né? E as dificuldades eram maiores. E hoje eu participo de tudo porque eu não tive, hoje eu participo. A atividade de vida é muito importante para qualquer pessoa fazer isso, e é muito bom. Com certeza, todos os meus sonhos que eu não tive de infância estão realizando agora”, afirmou dona Marina, que participa do grupo de coreografia da Melhor Idade.
País e professores das escolas cívico-militares também aprovaram o impacto da adoção do modelo nas duas universidades de período integral.
“Na minha opinião, para mim, foi bom. Teve bastante mudanças lá, melhorias para as crianças também. E eu, na minha opinião, votaria mais vezes por ‘sim’, porque melhorou bastante. Eu quase não dormi essa noite, de tão ansiosa. Ela também, nossa, estava numa ansiedade que, nossa mamãe, nunca desfilei a primeira vez e estou muito feliz. (O uniforme) ficou maravilhoso, perfeito, ficou lindo, lindo, lindo. As escolas deveriam ser todas (cívico-militares), porque as escolas ultimamente, tem muitas escolas aí que teve muitas coisas ultimamente, e com esse projeto melhorou muito as escolas. Não só para os professores, mas para os alunos, ficou tudo perfeito”, afirmou Joyce Aline Feliciano Ribeiro de Jesus, mãe da aluna Aline Gabriely.
Educadores destacam vantagens
O projeto também conta com a aprovação da professora Loide Valdeci Dias Gomes, da EM Magdalena Maria Vedovato Callegari.
“Elas já estão lindas. A gente já vem acompanhando toda essa transformação, todo esse trabalhar dessa forma. E elas estão bem lindas, muito animadas, empolgadas com o cívico-militar. (O modelo) trouxe bastante valorização de regras, comportamento. Elas estão mais conscientes disso, da questão do comportamento, e como isso impacta diretamente, tanto ali no nosso contexto, como a intencionalidade é que elas levem isso para a vida. (O projeto) é positivo, com certeza. Porque eu acho que é algo que traz valores para as crianças. Não são simples regras, mas valores”, acredita a educadora.
O secretário municipal de Educação de Sumaré também avaliou positivamente tanto o desfile como um todo, quanto a participação dos alunos das escolas que adotaram o novo modelo.
“Avaliei como algo muito positivo. Além disso, mostramos aqui no desfile o resultado que a escola cívico-militar vem trazendo para a Sumaré. Aumento no Ideb, aumento na alfabetização. E é isso que nós queremos denotar para a nossa cidade: que vale a pena sim a disciplina, a organização e demonstrar a magnitude que é o nosso projeto”, afirmou o secretário Lucas Gomes.

Prefeito destaca pioneirismo do novo modelo
ara o prefeito Henrique do Paraíso (Republicanos), a presença das crianças das escolas cívico-militares pela primeira vez em um desfile de 7 de Setembro foi um momento histórico para a Educação pública de Sumaré.
“Muito feliz (com o desfile), uma adesão popular muito grande, participação da população em massa aqui na cidade de Sumaré. Um dia tão importante pra nós que a independência do nosso país, né, é um país democrático, um país livre, um país forte e um país que supera todas as dificuldades com essa nação, com esse povo maravilhoso. E aqui em Sumaré, fazendo o desfile de 7 de Setembro, com a presença das Forças Armadas do Brasil, dos nossos policiais, das nossas crianças, das nossas escolas cívicas, dos militares municipais, mais de mil alunos matriculados, duas escolas já entraram no programa. Então eu fico muito feliz com o carinho e a gratidão que eu tenho pela população de Sumaré”, apontou o chefe do Executivo.
Para Henrique, o desfile deste ano foi um “marco histórico” exatamente em função da “estreia” das escolas cívico-militares na avenida.
“É um marco histórico, né? Começou em janeiro a primeira escola e agora nesse segundo semestre implantamos a segunda, mais de mil alunos matriculados e quando a gente vê as nossas crianças fardadas desfilando aqui no 7 de Setembro pela primeira vez na história, é um marco importante pra nossa cidade e pro Brasil, porque Sumaré se tornou vitrine nacional”, completou o prefeito de Sumaré.





