A música preenche a vida e nos ajuda a encontrar um objetivo”, disse participante
O primeiro grupo a ser formado, em 2014, foi a Orquestra Feminina de Viola Caipira. Atualmente, o grupo tem 8 mulheres. Uma das primeiras integrantes é Doracy Vieira Gaspar, de 81 anos. Ela conta que inicialmente, pretendia aprender a tocar violão. Mas logo mudou para a viola ao começar a frequentar as aulas de Mestre Chiquinho. “Foi uma das melhores coisas que já fiz na vida. O timbre da viola me fascina. Quando bati os dedos nas cordas da viola pela primeira vez, peguei gosto”, disse Doracy.
A viola faz parte da vida de Doracy. “Eu nasci em uma fazenda. Meu pai me levava em festas de Folia de Reis que tinham moda de viola”, conta emocionada.
Doracy destaca que a convivência entre as integrantes é de colaboração mútua. “É uma irmandade. Cada uma ajuda a outra”, disse. Para ela, fazer apresentações junto com o grupo traz um sentimento de satisfação. “Quando o povo gosta e aplaude nossas apresentações é uma satisfação. Volto para casa feliz. A música preenche a vida e nos ajuda a encontrar um objetivo”, disse.
Enquanto os ensaios e as apresentações não são retomados, Doracy continuar a tocar a viola em casa. “Eu procuro me aperfeiçoar, pois gosto de fazer solos. Tocar viola é muito dífícil. Requer muita dedicação. A música é o melhor remédio para não deixar a mente envelhecer”, afirma.
Outra integrante do grupo que quer voltar logo a fazer apresentações é Suely Aparecida Gomes, de 70 anos. Ela também está no grupo desde o início. “Eu tocava violino. Quando comecei a ir às aulas do Mestre Chiquinho, aprendi bastante com ele. Aprender música não tem idade, nem limite”, afirma.
Suely destaca o clima de companheirismo no grupo. “Uma ajuda a outra. Quem sabe mais, ensina as demais. Por issoa que um dos nossos objetivos é chamar mais gente para aprender e fazer o grupo crescer”, disse. Para Suely, o som do instrumento é o que chama a atenção. “O som da viola é maravilhoso! Eu gosto de tocar os clássicos da música sertaneja de raiz. Não vejo a hora de voltarmos a fazer apresentações”, afirma.





