Ballet de Paulínia conquista segundo lugar em festival internacional de dança
Grupo participou pela primeira vez de uma competição fora da cidade e recebeu 157,10 pontos com coreografia inspirada em O Quebra-Nozes
O ballet clássico de Paulínia conquistou o segundo lugar no FIIMMADE (Festival Internacional de Inverno de Mogi Mirim), em uma participação marcada pela estreia do grupo em uma competição realizada fora da cidade. A 10ª edição do festival reuniu grupos, academias e companhias de dança entre os dias 17 e 19 de julho, no Centro Cultural “Lauro Monteiro de Carvalho e Silva”, em Mogi Mirim.
A equipe de Paulínia recebeu 157,10 pontos. Pela regra de classificação, a primeira colocação exigia pontuação superior a 161 pontos. A coreografia apresentada foi “Amigas de Clara”, inspirada em “O Quebra-Nozes”. O trabalho já fazia parte do repertório das bailarinas e havia sido apresentado anteriormente em uma programação de final de ano em Paulínia.
Primeira experiência fora da cidade
Segundo a professora Larissa Leão Bogas, a participação também serviu para avaliar o trabalho desenvolvido com as alunas. “Nós estávamos indo no objetivo de ter novas conquistas, sentir experiências de novos palcos, e para as meninas sentirem também como é essa experiência de ter alguém avaliando elas”, explicou.
As bailarinas são acompanhadas por Larissa há cerca de quatro anos. Para preparar a apresentação, além das aulas regulares às terças e quintas-feiras, o grupo passou a realizar ensaios extras às sextas-feiras. A avaliação dos jurados apontou pontos técnicos que ainda podem ser aprimorados, como interação entre as integrantes, execução dos movimentos e extensão dos pés.
Para Caroline de Moraes Coelho, de 10 anos, o apoio recebido durante a apresentação também foi importante. “Eu e minhas amigas se comunicavam muito. A gente dançou bem, nossas famílias estavam lá, então dava mais apoio”, afirmou.
Projeto gratuito
O grupo integra um projeto da Prefeitura de Paulínia, por meio da Secretaria de Cultura, Turismo e Eventos, sob coordenação da secretária Andréia Perini. As aulas de ballet são gratuitas para moradores de Paulínia e podem ser iniciadas a partir dos sete anos. Para a participação no festival, a Prefeitura disponibilizou transporte e lanche para as bailarinas.
Para Larissa, a experiência também representa uma oportunidade de desenvolvimento pessoal para as estudantes. “A arte abre várias portas para você. Você não pode desistir dela”, destacou.
Entre as alunas, os planos para o futuro já incluem a profissionalização. Heloísa Ribeiro, de 11 anos, quer se tornar bailarina profissional e participar de outras competições. Milena de Oliveira Vilela, também de 11 anos, sonha em dançar na Ópera de Paris e se tornar professora de balé.
Após a primeira participação fora de Paulínia, o grupo pretende iniciar um novo trabalho e buscar outras oportunidades de apresentações e competições no próximo ano.
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