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‘Desfile Extraordinário’, de Mara Alice

CEU das Artes de Santa Bárbara d'Oeste recebe o evento inclusivo na noite de hoje, a partir das 19h30

“Tudo começou quando passei a enxergar alguns detalhes diferentes, na área de costura. Comecei a perceber que seria possível costurar roupas maravilhosas e de boa qualidade sem influenciar o consumismo e assim surgiu a ideia de criar uma boa influência a partir da moda sustentável”. 

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Foi assim que Mara Alice Vital da Silva deu o pontapé inicial para aquele que se tornaria o “Desfile Extraordinário”, que acontece na noite de hoje (29), a partir das 19h30, no CEU das Artes em Santa Bárbara d’Oeste, que fica na Rua Argeu Egídio dos Santos, 100, no Planalto do Sol II. A entrada é gratuita. 

Segundo Mara, o objetivo deste desfile é a inclusão dos deficientes físicos no mundo da moda de uma forma efetiva, indo além dos discursos, colocando-os em prática. 

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PROGRAMAÇÃO 

De acordo com o cronograma planejado, o desfile se inicia com a apresentação de cada modelo, contando brevemente suas histórias. Em seguida, será apresentado ao público ineditamente a marca do “Stilo Maralice”, criada pelo designer Django Livre. Logo após, começa o desfile da coleção primavera-verão. 

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“As pessoas convidadas para desfilar são amigos e amigas que toparam compartilhar o sonho”, conta Mara. Os modelos Francisco, Claudinei, Fhelipe, Silvia, Jessica, Aline desfilarão vestindo as produções feitas pela estilista especialmente para cada pessoa que se aventurar em subir na passarela. 

Mara conta também que a proposta teve muita influência no sonho pessoal de aliar seu trabalho como costureira, estilista e criadora, produzindo peças que atendam também às particularidades das pessoas com deficiência. “Eu costumava ver que havia peças de roupas e desfiles voltados às diversidades, mas não conhecia produções voltadas para as PCD (pessoas com deficiência). Via que faltava sensibilidade também em compreender como uma peça de roupa poderia atender às necessidades diferentes de cada pessoa e de cada corpo e quis usar minha capacidade de compreender isso para executar em minhas peças e promover um desfile que mostre esse caminho”, relata. 

A escolha do local para a realização da atividade também aconteceu naturalmente. “Escolhi o CEU porque tanto eu quanto minhas filhas convivemos na biblioteca e nas oficinas oferecidas. Gostamos de estar nesse espaço”, explica a estilista. 

COMEÇO 

Mara Alice começou muito cedo. Aos 9 anos de idade já costurava. Porém, se engana quem acredita que, por isso, teve apoio da mãe. “Quando cresci fui fazer enfermagem, que era o que ela queria. Quando eu comecei a trabalhar com enfermagem percebi que dentro de mim ardia a vontade de costurar, era mais forte que eu, porém eu ficava dividida entre fazer o que os outros falavam que era mais viável pra mim”, relembra. 

As coisas mudaram em meio a uma situação muito especial. “Voltei a costurar quando minha filha Mayra nasceu, fazendo bolsas pra ajudar no sustento da casa, pois eu estava desempregada. Ao fazer uma dessas bolsas, a paixão por costurar era tanta, que a bolsa acabou virando um vestido. A partir daí, costurei guardanapos de patchwork. Comecei a fazer cursos no Senai, Senac e costurando cada vez mais”.

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