A obra narra os primeiros anos de sua carreira, desde o Geração Futura, seu primeiro grupo de rap
“Essa é a primeira geração com cabelo e barba branca [no rap]. Quem está circulando por aí no gênero hoje precisa reverenciar esses caras enquanto ainda estão vivos”, prossegue ele.
A obra narra os primeiros anos de sua carreira, desde o Geração Futura, seu primeiro grupo de rap, até a composição de “Estilo Vagabundo”, de 2006. E enfoca justamente o que não deu certo, de tabela mostrando os bastidores do hip hop que fez sucesso entre os anos 1990 e 2000.
Hoje com 30 anos de carreira, Alex Pereira Barbosa, nome de batismo de MV BIll, diz que sua música fez muito por sua comunidade, a Cidade de Deus, na região oeste do Rio de Janeiro. E que suas atitudes, assim como a de outros artistas do hip hop, ajudou a tirar do imaginário popular a ideia de que as favelas eram apenas lugar de miséria e criminalidade.
Conforme se avança na leitura da obra, nomes de outros artistas, entre famosos e anônimos, vão surgindo. Alguns com saudade, outros por terem mais atrapalhado a carreira. Chorão, líder do grupo de rock Charlie Brown Jr. morto em 2013, pertence ao primeiro grupo, e é lembrado com carinho por Bill.
Apesar de denunciar a violência e injustiças sociais em sua obra, Bill evita falar sobre política, partidos e candidatos.





